Textos inúteis num país de gente bruta.

1. Greece Over the Brink, Krugman:

Don’t be taken in by claims that troika officials are just technocrats explaining to the ignorant Greeks what must be done. These supposed technocrats are in fact fantasists who have disregarded everything we know about macroeconomics, and have been wrong every step of the way.

2. Europe’s Attack on Greek Democracy, Stiglitz.

It is startling that the troika has refused to accept responsibility for any of this or admit how bad its forecasts and models have been. But what is even more surprising is that Europe’s leaders have not even learned. The troika is still demanding that Greece achieve a primary budget surplus (excluding interest payments) of 3.5% of GDP by 2018. (…) In terms of transforming a large primary deficit into a surplus, few countries have accomplished anything like what the Greeks have achieved in the last five years.

3. Na Forbes, esse bastião do esquerdismo radical, The Day The Euro Died:

For my money, the bigger fault lies on the creditor side. The fact is that the existing program has abjectly failed to meet its objectives: it has caused a depression in Greece of a similar order to that in the US in the 1930s, while failing to deliver either debt sustainability or renewed competitiveness. Yet the creditors have steadfastly resisted significant changes: in particular, despite the attempts by both Greece and the IMF to put debt restructuring on the agenda, the EU has refused even to consider it. The IMF, too, has displayed considerable intransigence: the Greek side actually walked out over the IMF’s insistence on pension cuts and VAT rises.

(…) The risk that the Eurozone will unravel is substantially increased. As Manfred Weber, chairman of the EPP Group in the European Parliament, said, “The Eurozone is no longer the same after the events of the past few days”.

History will regard Sunday June 28th, 2015, as the day the Euro died.

4. « La scandaleuse politique grecque de l’Europe », Habermas. Foi publicado em Francês mas há tradução aqui.

Mas o essencial não é o embaraço moral, mas sim o testemunho político: as elites políticas da Europa já não têm o direito de se esconder atrás dos seus eleitores e de fugirem a alternativas perante as quais nos coloca uma comunidade monetária politicamente inacabada. São os cidadãos, não os banqueiros, que devem ter a última palavra sobre questões que dizem respeito ao destino europeu.

A sonolência pós-democrática da opinião pública deve-se também ao facto de a imprensa se ter inclinado para um jornalismo de «enquadramento», que avança de mão dada com a classe política e se preocupa com o bem-estar dos seus clientes.

2 pensamentos sobre “Textos inúteis num país de gente bruta.

  1. Aqui chegados, é evidente que a alternativa numa união monetária inacabada é o seu abandono e um ajustamento por inflação e depreciação cambial. Todos o sabiam.

    XisPto

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