Coçando a cabecinha.

Já se topou que Angela Merkel é a principal interessada em manter o euro intocado. Os imbecis da nossa direita, a começar por Cavaco, ainda não perceberam porquê.

25 pensamentos sobre “Coçando a cabecinha.

  1. Então esteve Cavaco e restantes capatazes a cascar na criadagem este tempo todo para vir agora a patroa desautoriza-los?Assim como quer ela que mantenham a ordem se minam publicamente a sua autoridade ? Não há direito !

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  2. Não estou assim tão certo de que os alemães não queiram acabar com o euro, e ainda menos de quando e como. Deixei de acreditar no “espírito europeu” das “elites” alemãs, e já agora no das outras também. O instinto de auto-preservação dessa gente é o fino fio de cordel do qual estamos pendurados. O abismo está aí. A questão é a de saber como essas “elites” vão ponderar entre aquilo que são os seus interesses e a natureza do abismo que, temo, está à nossa espera. A História mostra que as “elites” têm os meios de que precisam para não cair (directa ou imediatamente) no abismo, e não costumam preocupar-se em demasia com o destino dos outros. É a “destruição criativa”, está-lhes no DNA. A grande ilusão (à imagem dos filmes do Renoir de 38-39, e da pseudo-realidade no Homem sem Qualidades do Musil) do nosso tempo é a ideia muito lisongeira de que, nós os europeus, aprendemos com as guerras do século passado e de que arrepiámos caminho. Nada de mais errado. Continuamos o caminho que nem sonâmbulos.

    Que desperdício, que estupidez, que macacada, que desilusão.

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      1. Pois, se a existência do euro, e o seu modo de funcionamento, dependerem apenas daquilo que é bom para os alemães, é do tal “fio fininho” de que estamos a falar. E no “ensaio filosófico” acima estava a dar de barato de que “eles” têm o controlo da situação. O que, reflectindo um pouco, é capaz de ser uma hipótese demasiado generosa. 😉

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        1. Os alemães não conseguem controlar tudo o que acontece no mundo, que isto não é como montar pistons no motor de um mercedes. Há uma data de variantes que ainda não conseguem controlar, incluindo catástrofes naturais, como terremotos, gregos, portugueses, etc, e os souflés que abatem mal saem do forno.

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          1. Não só os alemães não controlam todas as variáveis, como isso seria contrário à mecânica do melhor dos mundos, como aquele em que vivemos. Mas conseguiram controlar muitas entre as que importam, se não mesmo a maioria delas. E já se sabe há séculos que o sofrimento a seguir às catástrofes naturais é o resultado da incúria de populações bárbaras e de culturas retrógrados. Mil “Katrinas” na Bavieria não provocariam os estragos que provocou um único evento na Louisiana; nem cem terremotos como o de 1755 beliscariam Munique. A sociedade moderna é um sistema auto-organizado. As crises financeiras são fenómenos emergentes em sistemas deste tipo. Cada cultura e sociedade deve desenvolver os sistemas de protecção mais adequados, mas sem nunca esquecer a bottom linezinha, a saber: não gastar acima das suas possibilidades. Por isso, se não tem dinheiro para morar numa casa bem construida numa zona apropriada para a sua construção, peça um empréstimo que nunca conseguirá pagar, mais um seguro no banco mais próximo, e espere na sua nova casa hipotecada, na rota de um furacão , descansado em frente da tv, . O Deutsche Bank, entre outros, dispensa graciosamente o conselho financeiro e agradece a sua atenção.

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            1. Não é finanças, é politica, é isto:
              http://www.theguardian.com/world/2015/jun/19/greek-prime-minister-vladimir-putin-help-financial-crisis

              É o nervoso miudinho dos americanos com a quebra da obrigatória unanimidade da posição da UE quanto à Rússia. É isto não ser sobre “regras” europeias a cumprir, como se estivessemos a medir jaquinzinhos. É a vida. É um pássaro, é um avião, não, é o super-homem. (gaita, que foi isto?)

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              1. Pois, esse é o melhor dos mundos possíveis, aquele onde a política “europeia” voltará a ser determinada pela luta dos galos nuclearizados Sim, eu sei que esquematicamente a geopolítica da guerra fria e o medo dos comunistas ajudaram à criação do estado social na Europa Ocidental (com o qual ninguém tinha sonhos húmidos, recorde-se, Mai 68…). Enfim, o mundo está a encarrilar de novo, que bom! é o great game III. Vai acabar com uma perestroika (onde?), ou o quê? … (By the way, essas “regras” europeias também eram política pura e dura, só que nunca seriam eficientes sem um discurso pretensamente legitimador, if you know what I mean; estarão agora talvez em via de dissolução ou metamorfose acelerada porventura. )

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          2. Pois não conseguem controlar tudo, muito menos os Americanos apostados em acabar com Putin e com a Rússia, (delenda Cartago…). Afinal a guerra, a haver, será sempre na Europa, coisa a que os autóctones já estão habituados. E então lá se vai o souflé, o forno, a cozinha e tudo em redor.

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