Obituário e agradecimento.

Este blog nunca se dedicou à necrologia, mas hoje é um dia especial. Morreu João Lobo Antunes, o médico que operou a minha mãe tarde demais para a salvar. Recordo um homem tranquilo, humilde e atento, que nos transmitiu a pior das notícias com sensibilidade. Nada o obrigava a essa atenção, que lhe agradecerei para sempre.

Só o amigo Santos Silva consegue calar os jugulares.

Então, como é? Domingos Farinho recebeu ou não dinheiro para fazer a tese de mestrado de José Sócrates? Ninguém desmente? Ninguém se pronuncia? Um blogue que passou anos e anos a atazanar os incréus que se atreviam a duvidar da hombridade do senhor primeiro-ministro, agora cala-se? Gente que deixou de falar comigo de um dia para outro e me afiançou que eu não tinha “estatuto” para criticar, agora permite que um “pasquim miserável” lance uma suspeita hedionda sobre um dos seus? Fazer uma tese académica em nome de outro não é crime? E Domingos Farinho não é professor de Direito? E não diz nada? E não há quem o defenda?

O regresso do defunto.

  1. Portugal não presta. Alguns compatriotas asseveram-me que cheguei a esta conclusão em 1960, após o meu regresso de Oxford, num magazine indígena que estoicamente resgatei à indigência e ao amadorismo. Desde então não encontrei motivos para mudar de ideias.
  2. O professor Medina Carreira é um dos dois portugueses que ainda revelam vagos indícios de lucidez. A modéstia impede-me de nomear o outro, mas não se chama António Guterres.
  3. Desde as revoluções liberais de 1820, gerações de ácaros imprestáveis amotinam-se e rangem os dentes contra o “progresso”. Os taxistas são a última exalação do carácter nacional. Ninguém os avisou que não existe o “progresso”. Tudo continua igual.
  4. Interromperei outra vez a colaboração com este pasquim miserável se as ninhadas de mentecaptos veneradores não fizerem os “likes” que os meus textos evidentemente merecem. O Zé Manel diz que é fácil — não sei, porque não gosto de nada.
  5. Estou a ler um livro. Não vale a pena falar dele às matilhas de analfabetos  como a doutora Clara Ferreira Alves, que nem é doutora.