- Portugal não presta. Alguns compatriotas asseveram-me que cheguei a esta conclusão em 1960, após o meu regresso de Oxford, num magazine indígena que estoicamente resgatei à indigência e ao amadorismo. Desde então não encontrei motivos para mudar de ideias.
- O professor Medina Carreira é um dos dois portugueses que ainda revelam vagos indícios de lucidez. A modéstia impede-me de nomear o outro, mas não se chama António Guterres.
- Desde as revoluções liberais de 1820, gerações de ácaros imprestáveis amotinam-se e rangem os dentes contra o “progresso”. Os taxistas são a última exalação do carácter nacional. Ninguém os avisou que não existe o “progresso”. Tudo continua igual.
- Interromperei outra vez a colaboração com este pasquim miserável se as ninhadas de mentecaptos veneradores não fizerem os “likes” que os meus textos evidentemente merecem. O Zé Manel diz que é fácil — não sei, porque não gosto de nada.
- Estou a ler um livro. Não vale a pena falar dele às matilhas de analfabetos como a doutora Clara Ferreira Alves, que nem é doutora.
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Vasquinho no estilo inconfundível que o caracteriza, desde 1900 e troca o passo, como o whisky, em guarrafa, não envelhece, preserva-se na mesma. Ilustre reformado da função pública http://www.ics.ul.pt/instituto/?doc=50000000004&ctmid=4&mnid=1&ln=p&mm=5 , esse antro, na qual escreveu umas coisas sobre Paiva Couceiro, outro bom demais para o país, e pouco mais.
Muito protesta ele, contudo no formato Vasquinho deputado ou Secretário de Estado, da Cultura, só chupistas do subsídio, imagine-se o seu sofrimento, nunca se lhe ouviu um murmúrio ou projecto que de monta fosse http://expresso.sapo.pt/blogues/opiniao_daniel_oliveira_antes_pelo_contrario/nem-polido-nem-valente=f736822 . Foi talvez um desperdício nele o orientador Raymond Carr https://www.theguardian.com/books/2015/apr/22/sir-raymond-carr .
Uma pena não ter privado com os vencidos da vida e daí talvez levasse umas bengaladas…
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Julgo que as bengalas ainda se usam naquele restaurante com crepes suzete que ele frequenta.
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Agora é mais reconciliações https://lifestyle.sapo.pt/fama/noticias-fama/artigos/sousa-tavares-poe-fim-a-odio-de-estimacao
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«[…] Mais tarde, os quatro abandonaram o “Gambrinus” na mesma viatura. […]».
Miguel Sousa Tavares, Vasco Pulido Valente, Constança Cunha e Sá e Teresa Caeiro no mesmo carro?
Devia ser um Tesla com “autocruise”…
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Teresa Caeiro? Oh, my dog.
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As crónicas de escárnio e maldizer do defunto aparentam não ter préstimo mas o embaixador conseguiu mesmo assim torná-las prestáveis ao ganhar uma refeição no Gambrinus: http://duas-ou-tres.blogspot.pt/2016/10/ai-valente.html
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Será decerto um almoço agradável, apesar da comida que por lá se serve.
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É o one trick poney da direita.
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Exacto. E dura, dura.
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Único e irrepetível. Há não muito tempo e por razões que não interessam ao caso, folheei os vários livros de crónicas da sua autoria depositados (sepultados?) na Biblioteca Nacional e fiquei estupefacto com a quantidade de maneirismos, paralelismos e malabarismos que ele emprega repetidamente, desde 1976 até 2016, com toda a tranquilidade.
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Para quê mexer na receita? Seria abusar da alfabetização da nossa direita.
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Quem nos dera que fosse o único. A Dra. Helena Matos usa e abusa do mesmo truque há anos, e nada indica que vá parar tão cedo. Acho que é mais ou menos isto:
“A “esquerda” (preguiçosos, subsidio-dependentes, hipócritas, irresponsáveis, jacobinos e clientelistas) fez X. Se fosse a “direita” (gente séria, honesta, honrada e trabalhadora) a fazê-lo “diriam” (acho que se refere às vezes à comunicação social “controlada pela esquerda” — anedótico — e outras vezes à “opinião pública” – comentadores, todos de “esquerda” também, apenas e só hilariante) Y.”
Ainda hoje o repetiu num dos seus escritos do “Blasfémias”.
Mesmo que a formulação não ocupe toda a crónica, costuma aparecer no 2º ou 3º parágrafo. Enfim, viva a Lenita, o Zé Manel e todos os tenores e sopranos do coro do Observador!
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Sim, a Helena Matos não chega a ter tiques, tem formulários.
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