Ambrose Evans-Pritchard pelo Brexit.

Let there be no illusion about the trauma of Brexit. Anybody who claims that Britain can lightly disengage after 43 years enmeshed in EU affairs is a charlatan or a dreamer, or has little contact with the realities of global finance and geopolitics.

Stripped of distractions, it comes down to an elemental choice: whether to restore the full self-government of this nation, or to continue living under a higher supranational regime, ruled by a European Council that we do not elect in any meaningful sense, and that the British people can never remove, even when it persists in error.

É isto que interessa. Mais tarde ou mais cedo teremos de fazer a mesma escolha.

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5 pensamentos sobre “Ambrose Evans-Pritchard pelo Brexit.

  1. Concordo contigo Luís que o debate essencial é a que nível queremos o poder de decisão, nível nacional ou supranacional.
    E eu prefiro que o nível de decisão esteja a um nível partilhado supranacional. Podemos não gostar dos burocratas de Bruxelas e das leis que determinam o tamanho das maçãs ou dos preservativos.
    Mas mesmo assim prefiro o “droit de regard” de Bruxelas do que estar apenas entregue à canalha dos políticos portugueses. A perspetiva de orgulhosamente só, e governado por uma maralha como Luís Filipe Meneses, Miguel Relvas, Alberto João Jardim, Narciso Miranda, Carlos César, Armando Vara, Paulo Campos e quejandos não me entusiasma.
    Nisso sou um parolo. Acho que o estrangeiro é melhor que o nacional. Por exemplo se não estivéssemos integrados na EU a demagogia que se viu nas 35 horas já teria sido estendida a aumentos salariais, disparo da despesa pública, pressão inflacionista e desvalorização da moeda. Fora da EU Portugal será um híbrido entre uma nação europeia e uma república das bananas (em certa medida até já somos). É triste e é passar a nós próprios um atestado de incompetência mas é assim.

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    1. Miguel, para mim a falta de jeito do nosso povo para se governar é simétrica da tentação de conceder a outros essa faculdade de nos por na ordem — ou seja,são ambas manifestações de falta de autonomia.

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    2. Essa ideia que nós somos governados por parolos oportunistas e os outros, lá no norte, por estadistas, carece de demonstração factual. Assim de repente, o Chanceler Schroeder, social democrata com ideia para a Europa, de momento é (e bem) funcionário da Gazprom a quem a patrocinou o Nordstream, pipeline que rende milhões à energética. Ao pé deste o Portas é um menino de coro. Os burocratas alinham pelo mesmo diapasão, apenas mais sofisticados, recorde-se que o lobbying na UE é legal e encorajado.
      A diferença entre ter a sede em Lisboa ou em Bruxelas acaba, em última análise, por ser entre ter direito a resistência democrática ou não, enfim a essencia da própria democracia: os labregos de Sendim, Miranda do Douro, se lhes fecham o centro de saúde, ou proibirem a venda de leite de burra, podem cortar a nacional, boicotar umas eleições ou fazer um piquenique em frente à AR, lá em Lisboa. Melhor ou pior terão impacto na CS, e alguma atenção do centro de poder. Em Bruxelas…

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  2. Não há volta a dar-lhe: apesar de esperar que o Brexit não ocorra, é um excelente texto. Mas, como calculas, não é esta a argumentação invocada pela maioria dos ingleses favorável ao Brexit.

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