A quadratura do redondo.

A crise dos refugiados analisada por Lobo Xavier, enfim, e por Pacheco Pereira que disseca o bonito trabalho da Europa na instabilização do Norte de África, enquanto exibe aos ignaros a  falta que faz uma formação em ciências sociais. Depois chega Jorge Coelho com o linguajar meão, abastardado e revolvido que é a exacta medida do seu pensamento. A eructação de banalidades avança periclitante durante largos minutos, enquanto os parceiros se entreolham envergonhados.  No fim, resta sempre a dúvida: o que disse o gajo? E a outra: que raio está ele a fazer ali? Algo misterioso assombra os bastidores da política.

8 pensamentos sobre “A quadratura do redondo.

  1. Tão previsível é o que se diz na quadratura! Façam uma pergunta e já sabemos as três respostas dos mesários… O mais patusco e redondo é o Xavier: aquela de se autoproclamar grande combatente da Liberdade por ter participado em campanhas eleitorais do CDS diz tudo. Por alguma razão a criatura foi derrotada pelo Manuel Monteiro (grande cabeça…) para presidente do partidinho! E lá vai subindo: tem asas nos pés,como Mercúrio!

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  2. Mas o dr. Jorge Coelho não é um pensador, é um homem de acção. Vê-se que está ali com vontade de fugir para ir montar um catarpiler. O dr. Lobo Xavier também tem a mesma relevância teórica. Sem o catarpiler, o que o torna um personagem um pouquinho mais bisonho. O dr. Pacheco Pereira é lui-même um catarliper, com que costuma passar por cima do jardim da família, que não o suporta. Pensador é o Dr. Francisco Assis, a quem o dr. António Guerreiro, ontem ou hoje, dá uma descasca monumental no Público. A propósito, se tivesse dinheiro, pagava ao dr. António Guerreiro para escrever uma crónica por hora. Portanto, o dr. Pacheco é o dr. Pacheco. Dos Coelho e Xavier, já não me lembro do que ia dizer. Já o dr. Assis é um imortal. É como comparar os amáveis abades labregos do Crime do Padre Amaro, de quem ninguém lembra já o nome e o que disseram, com o Conselheiro Acácio.

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    1. Suponho até que o exercício de ir todas as quinta-feiras à noite pensar para o programa deve ser algo que ele realiza com grande sacrifício pessoal, arrostando inúmeras voltas de miolo que lhe devem pesar enormemente. No fundo é um patriota.

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        1. Por acaso, o Guerreiro já um dia escreveu sobre as armadilhas de comentar comentadores estúpidos (encontrei por acaso, não sou um stalker do guerreiro): https://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/a-estupidez-como-vocacao-1691760
          Mas isto está tão cheio de defuntos ruins que mais parece o walking dead. Os mais chatos são os comentadores ex-políticos, aqueles que saem das tumbas monumentais dos grandes conceitos universais, todos primos do bom-senso, e que por isso não têm a qualidade de entertainer de comboio-fantasma que têm os outros.

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  3. Certo, mas na sua boçalidade, JC tem o mérito de desvendar a agenda comunicacional para o dia sem se sobrecarregarem os neurónios com merdas semióticas, o que já é qualquer coisa. Claro que na quadratura destoa, vai ver que ainda o chutam para o prime time, isso sim seria serviço público contraditado entre o preço certo e as piscadelas do telejornal.

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