Para que conste.

Não quero que o dinheiro dos meus impostos sirva para financiar escolas privadas, muito menos associadas à igreja católica. Se a direita portuguesa quer que os seus filhos frequentem escolas melhores (um desejo legítimo e natural), então só tem duas coisas a fazer: ou combate para que a escola pública se torne melhor, ao contrário do que tem feito desde que me lembro, ou então paga com o seu próprio dinheiro as alternativas disponíveis no mercado. Se o Governo ceder às pressões da direita deixará de contar com o meu voto. É só.

10 pensamentos sobre “Para que conste.

  1. Caríssimo Luís, tal e qual: creio, contudo, que o problema principal nem são tanto as escolas católicas, mas as redes de tráfico de influências construídas a partir da organização do Ministério da Educação que permitiram a alguns “chicos-espertos” (com os seus indispensáveis amigos nos sucessivos governos) erigir empresas de ensino onde a malha de estabelecimentos escolares públicos já estava implantada: nem mais um tostão dos impostos do Povo para essa rapaziada!!!
    (Declaração de interesses: fiz a licenciatura em Direito e a pós-graduação em Teoria e Ciência Política na Universidade Católica, de Lisboa, pagando pontualmente todas as propinas mensais fixadas para o efeito…)

    Gostar

  2. Li hoje uma carta de uma aluna de um desses colégios que é de partir o coração. Que a vão arrancar à força do colégio, que considera parte da sua Família (assim mesmo) e, para resumir, que a sua vida não vai mais ser a mesma. Um neo-realismo pio, à maneira dos relatos do martírio dos cristãos. Esquece a menina, ou, melhor, quem a mandou escrever, que os contratos já existentes vão-se manter e que ninguém a vai arrastar à força, entre choros, do seu ninho. Parabéns, pois. Para além de tudo o resto, merecem um excelente na disciplina da manipulação.

    Gostar

      1. Caríssimo Luís, a propósito dos dislates governamentais da «Caranguejola»: ao assistir recentemente aos discursos inflamados de alguns dos sequazes sobrantes de Passos-O-Parvo sobre a retórica do (ainda) Chefe Laranja acerca da imperiosa e urgente necessidade de reformar a Segurança Social em prol da sua sustentabilidade, achei por bem pôr fim à parvoíce perguntando-lhes se saberiam se ele já pagara as respectivas dívidas de TSU à dita SS…
        Resultou em cheio.

        Gostar

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s