Um desastre.

Assisto às notícias da manhã sobre a paralisação dos táxis que protestam contra a Uber. Em Lisboa, um barrigudo lamenta não poder “levar um euro a mais” aos clientes sem ter problemas com a polícia. Outro deseja acabar com a pouca-vergonha por ser “inconstitucional”. No Porto estala o verniz quando um entrevistado confessa ter feito “três mil euros por mês” antes de chegar a concorrência e prevê sangue nas ruas para edificação da Lusitânia. Por cada minuto que uma câmara aponta para um taxista, milhares de cidadãos apoquentados fazem o download da aplicação. Isto é um desastre de relações públicas.

Mas parece evidente que a Uber deve ser taxada e sujeita às regulamentações que se aplicam aos táxis. Se quisermos pôr a coisa em perspectiva, isto é tão necessário como proteger os livreiros contra a evasão fiscal da Amazon. Pedir aos motoristas para cortarem a unha do mindinho e abrirem as janelas quando desejam arrotar não resolve este problema, porque é um problema de cobardia política e os nossos políticos são indiferentes à injustiça elementar.

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