Queijo e vinhos, o workshop.

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Aye, que rico, hombre!

A parte melhor de viver em Lisboa em 2016 é que todas as perguntas interessantes sobre “food pairing” que o atormentam há décadas encontram subitamente uma boa resposta. Por exemplo, qual o vinho ideal para um manchego? Não sei, mas agora que a questão se colocou gostava mesmo de saber. (Alguém adora manchego como eu? Chega a ser perturbador) E a pomada para acompanhar um chèvre? (Apostava num tinto do Loire, mas só porque o bebi com uma tábua incrivelmente variada de chèvres quando estive em Tours).

Serve a introdução para publicitar um workshop sobre “Harmonização de Queijos e Vinhos”, que ocorrerá hoje na “Queijaria”, pela 18.30, a cargo do meu crítico gastronómico preferido (os amiguismos podem muito), em harmonização com o escanção Manuel Moreira e o “cheesemonger” Pedro Cardoso, titular de uma arte que desconhecia.

Será que ainda posso ser “cheesemonger”? E o colesterol fará pior do que a publicidade? Eis o que vou tirar a limpo, hoje, na Rua das Flores. Venha também e apresente-se, gosto de conhecer quem me lê.

Mais detalhes aqui.

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14 pensamentos sobre “Queijo e vinhos, o workshop.

  1. Eu, abusador de Manchegos bem curados, me confesso. Se estivesse melhor de finanças dava lá um salto e apanhava-o a si, Luís, em flagrante de queijo e litro.

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      1. … e um cabrales tres leches, o melhor queijo azul de sempre. Nas Asturias servem-no com marmelada e nozes.Em vez da marmelada, eu prefiro um vinho do Porto, ou uma boa jeropiga.

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      2. Ná, vou ver se há no Continente. Naquele enorme expositor de queijos deve haver um manchego. Caramba, é um queijo, não é um bife daquelas vacas japonesas massajadas por gueixas virgens.

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          1. Sim, também é verdade. Eu gosto de queijos duros, com vinho tinto. Faz-se uma refeição completa com um bocado de queijo, um copito e uma conversa. Tenho pena de não poder ir.

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            1. É a minha refeição preferida. E quando organizei a escola de hepatologia da ESPGHAN nos Açores foi queijo e vinho a refeição de boas vindas. Divinal.

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  2. Caramelo, acho que tem razão, porque uma vez vi um manchego bem decente exposto num Continente, mas era tão caro como no Super Mercado do El Corte Inglés. Quanto a não ser uma coisa como as vacas japonesas, se o Caramelo pretende dizer que se está a complicar desnecessariamente o que deve ser simples e barato, a coisa já não é bem assim. Os queijos de cura longa, como é o caso do Manchego, ou o nosso de Nisa , são um produto que exige muita experiência, cuidado e saber dos artesãos. No caso dos queijos azuis, infelizmente sem representantes nacionais, é uma difícil arte conseguir o tipo e quantidade certa de bolor. E nesse caso, a coisa industrial que se vende no Continente nem parece ser o mesmo queijo da versão artesanal. E aqueles curados durante anos? Encetá-los é um momento único, já que têm um sabor diferente nessa altura, que se perde em menos de 10 minutos (caso dos queijos de Parma). Fazem-se festa à volta de cortar um queijo com 3 a 7 anos de cura, tal como na matança do reco. Naturalmente, se for uma pessoa que não dá grande importância ao queijo… Na minha casa, quando os meus avós vinham a Portugal depois de um ano de trabalho numa fábrica de sapatos na Alsácia, havia uma bandeja com pelo menos 10 tipos de queijos diferentes posta na mesa depois de cada refeição. Nós gostamos de queijo à brava.

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    1. André, vamos até imaginar que o manchego é espremido e lambido por camponesas virgens de Castela-la Mancha. Eu gostava era de saber a quanto é que o produtor do manchego vende ao distribuidor. Eu sou pela greve e levantamento geral do campesinato do manchego. Quanto sofrimento, quanta criança com fome, quanta exploração, não haveria nessa singela bandeja de dez queijos com que o menino se deleitava? Peguem num la vache qui rit, ponham ao sol durante cinco anos, e vão ver que o que é um bom queijinho curado com bolor.

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  3. “e um cabrales tres leches, o melhor queijo azul de sempre” tenho de conhecer. Ando viciado ( é assim mesmo) no Stilton.

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