Brasil, Brasil (2).

Pela brasileira Simone Duarte no Público:

Os anos se passaram. Uma amiga me contou que um jovem, que conhecíamos e tinha viajado connosco pelos EUA e estudado modelos de sindicalismo, tinha se tornado o “homem da mala”. Como assim, o “homem da mala”? Sim, o homem da mala do dinheiro, do então ministro José Dirceu. Custei a acreditar. Mas de repente, a cada dia, os homens da mala proliferam. São a rotina. Para não falar da imprensa partidária, das redes sociais inundadas com comentários de uma intolerância atroz, palavrões, chavões de gente inteligente de todos os lados a terem comportamentos completamente irracionais. É a terra de ninguém, que eu achara que só existia na fronteira, entre o Paquistão e o Afeganistão, que visitei há anos.

Também eu conheci, cá em Portugal, um “homem da mala”. Tudo se sabe, nós é que fingimos que não.

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