O filme.

A partir de certo grau de destreza operacional aquilo que as pessoas dizem ou fazem revela os seus objectivos.

António Costa não convidou Cavaco para presidir honorificamente ao Conselho de Ministros com a intenção de liderar as esquerdas. O que ele quer é criar um partido de charneira, indispensável à formação de qualquer tipo de maioria, principalmente agora que o PSD se encontra desaustinado e Marcelo, aliado de velhas disputas, ascendeu a Belém.

Ou seja, Costa deu a mão ao Bloco e ao PCP como o velho Rockefeller distribuiu de borla candeeiros de petróleo entre os agricultores do Midwest:  para criar um novo mercado.

Se a Catarina Martins não gosta, nada é mais natural.

 

2 pensamentos sobre “O filme.

  1. É verdade o que escreve.
    A PAF representou uma ameaça existência ao papel histórico do PS. Com a direita coligada e com adversários importantes à esquerda, o PS nunca mais ganharia uma eleição legislativa (ganhar no sentido de ficar em primeiro). Assim, o acordo à esquerda serve dois propósitos:
    – aumentar a fluidez do eleitorado no espaço PS, BE e PCP
    – estimular a separação CDS e PSD, que permite ao PS retomar o papel histórico.
    O segundo objectivo vai avançando bem.
    O primeiro poderá ser alcançado com a ajuda de Bruxelas, como sucedeu na Grécia, onde 1/3 do Syriza desapareceu como força eleitoral. A grande maioria da esquerda, se empurrada contra a parede, preferirá Bruxelas ao escudo.
    Até agora as coisas têm corrido bem ao Costa.

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