Feminismo eficiente.

À atenção das #mulhernãoentra

5 pensamentos sobre “Feminismo eficiente.

  1. É boa a causa, tudo bem feitinho, mas não sei se é eficiente; falta-lhe ali um je ne sais quoi; talvez algum humor. Colocar homens nas mesmas posições, não? Um zézé camarinha de peito à mostra e tatuagem de guiné amor de mãe, talvez? Não me convenceu, a mim, a deixar de ver as gajas como objectos.
    Luís Jorge, ainda sobre isto de campanhas, vi no outro dia um anúncio de um aparelho para surdos, em que começa por aparecer um gajo novo, e depois o mesmo gajo com o cabelo pintado de branco, com uma tinta fanhosa tipo pomada para sapatos, a fazer de velho surdo. Lá tive de me rir e não se ri das pessoas auricularmente alternativas. Será que a agência ou o cliente não tinham dinheiro para, pelo menos, pagar uma sandes a um daqueles idosos que jogam às cartas aí num miradouro da capital, que quisesse aparecer na televisão? Só para saber como está a crise na actividade. Também podíamos falar, ou não, certo, sobre os nossos velhinhos dos anúncios. Quando não são taralhocos, são kens e barbies de cabelinho prateado. Objetificação dos velhinhos, lá está. Velhinhos, pode-se até dizer, muito pargo nas azenhas.

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    1. Quanto ao humor: não. A sua geração está a traí-lo. O humor em publicidade era uma obsessão até 2005 ou assim, depois foi substituído por histórias dramáticas, queridinhas ou slices of life — em Portugal, por jovens que falam como a Catarina Martins mas declamando as virtudes da “liberdade” ou uma merda qualquer.

      Quanto à produção: está uma miséria, sim. Para você ter uma ideia, gastei num filme promocional que fiz em 2001 ou 2002 cerca de 250 mil euros. Hoje em dia a mesma ideia teria um orçamento de 10 mil. E não é por causa das evoluções tecnológicas.

      Os últimos 3 filmes que fiz, no anos passado, custaram salvo erro 50 mil, numa produção com gente que sabia o que fazia (algo cada vez mais raro, quando as próprias agências se enchem de profissionais merdosos a 500 euros por cabeça, ou são dominadas por Rasputines do contacto, que nunca fizeram um anúncio mas sabem mais de política que nós todos juntos).

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      1. Não sei. Aquilo parece-me simplesmente bisonho. Pior: um manifesto. As raparigas têm um sorriso de quem nos vai morder o pescoço, não no bom sentido. É a minha geração que está a precisar de ser convencida, não a actual, e não vai lá com declarações de guerra de amazonas, mas sim com alguma ridicularização dos seus hábitos.
        Eu acho que o humor na pub pode ser bem feito ou mal feito, bem ou mal utilizado. Quando ouvia rádio com anúncios irritava-me a praga da publicidade piadética, muito mal escrita, em geral. Não sei qual é agora a tendência, porque já não ouço rádio com anúncios. Se os meios de produção ficam escassos, espero que pelo menos a criatividade não seja afectada pela crise.

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        1. A sua geração está perdida, caramelo. Isto é para xóvens.

          Sim, a rádio piadética continua uma maldição. Há motivos para isso: rádio é um meio muito interessante que é sempre deixado para a última hora, e entregue júniores.

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