A crise do jornalismo, os cinco tostões de Pacheco Pereira.

Tal como Alexandra Lucas Coelho, que propõe uma espécie de Banca Alimentar Contra a Crise (na qual Alexandre Soares dos Santos seria a Isabel Jonet dos jornalistas pobrezinhos), também Pacheco Pereira tem um plano para salvar a imprensa. Resume-se em três alíneas:

  1. Deixem de ser piegas e saiam da zona de conforto.
  2. Descubram notícias.
  3. Rejeitem o Twitter, e sobretudo o Facebook.

O que me parece mais divertido, nestes esquemas simplórios, é a facilidade com que transmitem sem querer a mitologia e os preconceitos de quem os divulga.

No caso de Alexandra Lucas Coelho há uma mistura de responsabilização exterior com pura irresponsabilidade pessoal. São sempre os outros quem tem de fazer algo por ela, quer como jornalista quer como escritora (na semana passada lá se ergueu de novo, a exigir bolsas de escrita literária ao Ministério da Cultura). A ausência de pensamento crítico capaz de analisar, ou considerar sequer qualquer esforço de adaptação possível das classes que representa é inquietante.

Já em Pacheco Pereira despontam traços de irritação com os media que caracterizam desde sempre o seu percurso, de resto confortável, entre eles. Num arremedo arrojista,  vá de declarar que são “esganiçados” e que “nem de graça os quereria”. Não foi bem assim, mas podia ter sido.

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As pessoas têm dificuldade em compreender que as coisas acabam ou definham até se tornarem irreconhecíveis.

Não é por falta de exemplos, mas por bloqueios afectivos. E no entanto:

  • Os grandes estúdios de Hollywood deram lugar a pequenas empresas que juntam em rede centenas ou milhares de independentes.
  • Os comboios reconverteram-se em produto premium de elevada qualidade ou extinguiram-se. As companhias aéreas foram substituídas por companhias lowcost ou transportadoras de luxo.  Os táxis darão lugar à Uber. Todos os dias há a uma revolução nos transportes.
  • Pouco antes disso, a fotografia argêntea foi arrumada pela digital.
  • As agências de publicidade foram encostadas à box pela Google.
  • Os hotéis competem com os proprietários locais.

Quase tudo isto ocorreu nas décadas mais recentes, e implicou enorme sacrifício de empregos, falências em grande escala, restruturações. Quase sem excepção, os actores da mudança nunca foram as empresas instaladas pela geração de produtos anterior (salvam-se exemplos como a IBM).

E como sempre, os jornalistas consideram-se especiais, julgam que cumprem um papel insubstituível, acham que merecem ser salvos como se fossem, sei lá, banqueiros. Bem podem esperar.

 

38 pensamentos sobre “A crise do jornalismo, os cinco tostões de Pacheco Pereira.

  1. Vamos lá discordar, o que dá sempre sorte para começar o ano, até porque os bons casamentos também são abençoados por chuva e trovões logo na boda. O Luís Jorge diz que o mundo está a mudar, que ora é premium, ora é low, mas ainda não chegámos ao estado gasoso e eu espero que aquela cimeira do clima de Paris tenha atrasado o processo. É que as pessoas agora deslocam-se de trotinete a jato, deixando os maquinistas no desemprego, mas continua a haver necessidade de sinais de trânsito colocados por quem sabe, enquanto não puseram em prática aquela maquineta do star trek para a transmigração das almas. E acabaram as três ou quatro grandes de Hollywood, mas os independentes continuam a utilizar atores que fazem disso a profissão, salvo algumas boas experiências de cinema verité com atores amadores, que, não obstante, agradecem que pelo menos o tipo que manobra a girafa com a câmara acima das suas cabeças esteja certificado. Certo que temos hoje também a informação verité, ou informação cidadã, feita pela matrona que vive na casa ao lado, que, nos bons momentos, nos mostra a plástica às mamas ou, nos mais deprimentes, relata a vida no califado, quando por lá se perde quando vai acampar à serra de sintra (as duas coisas é que será mesmo mortal e espero que a companheira cidadã tenha tino). Mas, mas, mas, eu também acho que nenhum jornalista é insubstituível, mas, se for substituído, que não seja pela minha vizinha ou por um estagiário jeitoso que tem como coroa de glória ir cobrir a abertura de uma discoteca no cais do Sodré, até porque o dinheiro que o patrão lhe dá não daria para mais. Sobre esta civilização do voluntariado e da boa vontade lembrei-me agora de uma reportagem (acho que no Guardian) sobre o excesso de ONG nas ilhas do mar Egeu para salvar os refugiados, com relatos que eu qualificaria como cómicos, se gozasse com coisas sérias. Podendo haver, em certas circunstâncias, excesso de pinguins e ursinhos panda, também pode haver excesso de pessoas boas.
    Em contrapartida, estou muito satisfeito por haver tantos candidatos, de tanta forma e feitio, à presidência da republica, aquilo que alguns chamam “a banalização da politica”, como se uma republica não fosse isso mesmo. Eu gosto de um país em que se pode votar num palhaço. É um grande avanço civilizacional e o risco mais belo e glorioso que uma republica pode oferecer aos seus cidadãos. Mau mesmo é termos uma opinião pública de palhaços, na modalidade específica de palhaço burro e pomposo. Um ranking de civilização leva mais em conta o estado de palhacice dos cidadãos de um país, do que o dos seus governantes. Este é eletivo e transitório por natureza, o outro não. Em tempos menos banais, um palhaço atrasado mental sifilítico podia-nos guiar durante cinquenta anos. Eram tempos mais “seletos” para a entrada no poder, como se diz para limitar o direito de admissão em boates manhosas. Mas faltava o debate. Já nos eighties, aqueles dos penteados criativos, atingiu-se a matriz ideal: dois candidatos a debater a preto e branco, um, militar, outro, um doutor mário soares, com direito de admissão de mais um ou dois para a mesa. Cada senhor doutor tinha um microfone reservado, que o garçon ia buscar à prateleira. Agora é uma cacofonia, um “excesso de debate”, como já ouvi e se diz das crianças que recebem demasiadas prendas pelo natal e depois não valorizam o que têm. Um palhaço, na sua rábula, disse mesmo que isto era um perigo para a democracia. Porque, como sabe qualquer palhaço politicólogo, mais do que dois candidatos a debater, sendo um deles calceteiro, provoca uma reação em cadeia que nos coloca um ditador no poder.
    Longa vida ao Tino de Rans. Na localidade de Rans, Penafiel, sim, mas longa vida na mesma e manda sempre.

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  2. Na minha literalmente modesta opinião, o problema do jornalismo são vários mas, para resumir, um deles é que faltam jornalistas e o segundo é que ninguém quer pagar a jornalistas. As pessoas que lêem jornais, gostam de ler, como as pessoas que gostam de ouvir rádio, gostam de ouvir. Mas a morte do artista, no caso dos jornais, não começa com o fb ou com twitter; começa com uma coisa prévia: qd os leitores sabem mais sobre os respectivos assuntos de que são conhecedores do que sabe quem sobre eles escreve, vão comprar jornais para quê? Sem ovos não se fazem omoletes, e sem dinheiro não se compram ovos. Um tipo não vai ali à Síria por cinco tostões nem faz uma entrevista decente em cinco minutos. E não escreve reportagens, literary style, quem quer mas quem pode. Em resumo: as elites andam pela hora da morte e a culpa não é do jornalismo.

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      1. Há um aspecto em que o PP tem razão: os jornais não trazem notícias ou, se as trazem, chegam requentadas. Ora uma notícia requentada é uma contradição nos termos. Muito, mas mesmo muito, do sucesso do CM está nisso: em trazer notícias que mais ninguém publica. Mas a maioria dos jornais chega a elas atrasado, quando chega, e, aí sim, quase sempre a reboque do twitter e do face. Já agora, em relação ao CM, eu acho que aquilo devia ser obrigatório para qq aprendiz de escritor. Aquilo, além do Aquilino, claro.

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        1. Acho que nenhum aprendiz de escritor aprende muito a ler o CM. Se se quer uma versão literária do jornal, leia-se o «Maria! Não Me Mates, que Sou Tua Mãe!», ou qualquer uma das outras tragédias bufas do Camilo, um pobre de um repórter talentoso que andava sempre à cata de noticias para agradar aos patronos que lhe davam o pão, ao contrário do Aquilino, esse engomadinho, armado em Jacinto de Tormes pelas serranias. Sobre o requentamento das noticias, antes isso que a sua invenção. Mas o mundo, ele próprio, é um bocado requentado. Volta e meia a Coreia do Norte faz rebentar bombas e volta e meia o Portas diz que sai da politica. Eu até acho que as duas coisas costumam coincidir no tempo, para provocar saídas com pompa e circunstância.

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            1. Isso é muito Camilo. Li esta semana o “A Filha do Doutor Negro”. Como tenho a memória fraca, não sei se o li, se o reli, o que é óptimo. Ainda se encontram por aí, por enquanto. Desconfio é que, a não ser que comecem a fazer edições atualizadas e simplificadas na sintaxe e vocabulário, como nas novas bíblias, o que resta de Camilo perde-se até ao próximo fim de semana. Como o Aquilino, aliás, meu caro senhor. Que é que quer dizer arrelampar, pai? Olha… pergunta depressa ao teu avô, antes que ele fique com alzheimer. Um dia, em vez de estarem ao preço da uva mijona, estão os livreiros à porta a oferecê-los aos passantes para libertarem espaço no armazém.

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                1. cof, cof… Luis Jorge, eu, se fosse a si, não manifestava abertamente esses sentimentos sobre o mestre Aquilino, porque vem aí a milícia dos telúricos abrir-lhe a cabeça com uma sachola. Meus senhores, já agora, eu não conheço o Luís Jorge; passei aqui por acaso e fiquei muito chocado. Eu já não passo sem os meus aquilinos à noutinha e ao fim de semana passeio sempre com o meu filho pelos penedos e fragas de moimenta da beira.

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                2. Não há pachorra para o Aquilino?! Convido-o a ler (ou a reler) apenas a introdução à tradução que o próprio fez do grego d’ «A Retirada dos Dez Mil» do Xenofonte (além de ser livro onde está tudo o que interessa saber sobre homens e democracia). Quanto ao comentário do Caramelo, só queria dizer que o título de Camilo “Maria! Não me mates que sou tua mãe” podia ser um título de hoje do CM. Afinal, onde é que o Camilo iria buscar aquelas histórias?
                  Finalmente, e vou-me já embora, um exercício interessante seria contabilizar o empobrecimento do vocabulário nos autores portugueses de hoje. A última escritora a escrever com as palavras todas talvez tenha sido a Maria Velho da Costa.

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                    1. mais reumático…🙂 e mais sério, olhe que A Retirada dos Dez Mil é OBRIGATÓRIO e eu não sou de escrever aos gritos. Claro que o livro é só tradução do Aquilino, mas que livro!

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      1. Obrigado, Luís Jorge. O caramelismo ainda vai ser ensinado nas escolas daqui a 200 anos, como o confucionismo na China.

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  3. É claro que o twitty e o facebook não acabam com o jornalismo. Vivem dele até, em grande parte, porque poucos ainda se contentam só com noticias domésticas de saltos mortais de gatinhos. Mas parece haver a percepção de que as redes sociais se alimentam a si próprias de noticiário, porque já não lemos jornais, vamos ao face, não é assim que se diz? Ok, conheço quem diga. Podem dispensar os jornais portugueses, isso sim, um dia, quem sabe, faltando o carcanhol e o interesse para os sustentar. Em alternativa, pode sempre fazer-se link para jornais estrangeiros, aqueles que ainda fazem jornalismo e, um dia, quem sabe, uma agência global de noticias, muito mais em conta e racional. Pelo meio, haverá noticias deste país, com um leque variado, que vai desde notações de agências de rating sobre a divida pública a avisos do BCE sobre a dívida pública. Se chegarem lá fora rumores de uma revolução, o tipo encarregado de cobrir o norte de áfrica liga o GPS e vem cá. Eu sei que isto, chegado a este ponto, parece e é uma daquelas crónicas à Swift. Mas deixemos o Público acabar, e falamos então a partir desse ponto.

    Como é que já é por cá? Faz-se cada vez mais jornalismo de opinião ou de corredores do poder, seja o local, seja o nacional, cada um na sua área: corredores de são bento, ou reuniões de câmara. As delegações locais do Público pela província vão fechando ou reduzindo o pessoal. O Obs é uma coisa virtual, que se pode fazer com trabalho em casa. O CM, sim, continua a mandar reporteres a cascos de baixo para ouvir as pessoas sobre pequenas e grandes tragédias. Só o caderno de contactos para massagens terapêuticas deve dar uma porrada de dinheiro. O Pacheco diz que esse é que é um verdadeiro jornal de noticias. Pois é; é chato, mas é assim. Os velhos jornais do Porto eram deste modo. Contratos com agência de noticias e correspondentes em cada uma das terras. Só mudou o profissionalismo; antigamente, um jornal contactava um letrado da terra para lhe mandar noticias. Como é que a gente sabia que em Oliveira de Azemeis uma lavadeira partiu os cornos a outra com uma barra de sabão azul, se não fosse o correspondente? Mas a gente vai então falando. Ia-me esquecendo de dizer que o jornalismo deve muito à atividade de relaxamento muscular através do massagismo; se cada um der o seu contributo, na medida das suas capacidades, a coisa melhora e não é precisa nenhuma fundação.

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      1. Depois da CPI ao Banif que isto fique mais claro:

        “Ao participar esta sexta-feira no programa Quadratura do Círculo, na Sic Notícias, o primeiro-ministro António Costa confirmou que foi recusada a oferta da Apollo por falta de tempo para a negociar, pois o fundo norte-americano só avançou com uma posição vinculativa depois de Domingo, 20 de Dezembro (data da resolução). A observação contraria a documentação que revela que foi no Sábado à noite que a Apollo concretizou a sua proposta em que se compromete a comprar o banco.”

        Quando há tanto dinheiro causa, urge que tudo fique bem explicado. No entanto, acho que este Governo será mais colaborante e menos opaco, em relação a estes dossiers, do que o anterior…

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      2. Desmentido tosco para convencer jpps que são capazes de sacrificar o conhecimento da verdade ao efeito político imediato. Apesar de ao contrário do BES não haver uma “oportuna” contabilidade falsificada para obter a unanimidade crítica, esperemos que a comissão esclareça tanto que há para esclarecer, que é tudo!

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  4. Certo dia, a Lusa fez greve. Acto contínuo, e nas horas seguintes, aparece na SIC Notícias uma peça dando nota que a NASA achava que a vida tivera a sua origem numa aldeia dos arredores de Castelo de Vide. Com direito a reportagem no local e tudo. Claro que tudo não passou de uma sequência inacreditável de erros e disparates do jornalista, tão má, tão má, que nem como peta de 1º de Abril se aceitaria. Mas era a sério.

    Seguiu-se uma chuva de comentários e emails para a estação de Carnaxide. A peça desapareceu rapidamente do site e dos arquivos disponibilizados aos espectadores. Não sei o que aconteceu ao responsável pela impagável reportagem, mas até pode ser o actual director de informação…

    Jornalismo nacional, de forma muito resumida, consiste em copiar/colar informação recolhida e processada por agências noticiosas. Muitas vezes, em 2ª ou 3ª mão. Num mercado tão pequenino como o nosso, com margens tão exíguas, o impacto da internet na imprensa tradicional foi esmagador. Naturalmente, não foram só os jornais. Por exemplo, veja-se quantos correspondentes têm no estrangeiro as cadeias de televisão, de forma permanente. O Carlos Fino, se não me engano, está numa reserva natural, algures na Berlenga Menor.

    Um amigo próximo, jornalista calejado, contou-me como a SIC teve de enviar para o Haiti o gajo que cobria diariamente os treinos do Benfica. E nem me surpreendi quando vi aquelas ventas enxundiosas descrevendo o dia-a-dia em Port-au-Prince, entre os escombros do sismo, usando adjectivos dignos do melhor Gabriel Alves. Não havia mais ninguém, porque a única equipa com experiência no terreno em situações de guerra/calamidade estava no Iraque.

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  5. Ó Caramelo, deixe-me o Camilo em paz. O que refere não tem nada que ver com actualização sintática, mas sim com um tendência irresistível de estrangular o vocabulário. Não me insurjo contra a tendência – que fazer? – de hoje se falar e escrever em Português “mórsico”, mas dizer que o Português de Camilo está desactualizado, porque não lhe sabemos toda a terminologia, é crime. Não está desactualizado, o leitor é que é ignorante. Tenho familiares não muito idosos e de fraca instrução, que são capazes de o entender de fio a pavio. Mas falam e escrevem melhor Português do que qualquer Ricardo Costa. E quanto ao interesse do que dizem, aposto singelo contra dobrado que nada fica a dever ao zurrar mediático do panfletário, mas isso são outras contas.

    Se o Caramelo não sabe o que é “alampar”, “escabechar”, “retouçar”, “murraco”, “podão”, “esboutenado”, “bacorejar” e quejandos, consulte essas vetustas fontes que são os dicionários. É tudo bom Português, nenhuma múmia lexicográfica, nenhuma enxúndia literária. O que não encontrar no Houaiss, ou no da Academia, vai certamente dar com ele no de Transmontanismos. Ou veja na Internet. Sugiro que use as palavras a bem usar, e se divirta com elas. Esqueça o curto linguarejar dos merdas do plateau televisivo. Agora dar-me cabo de uma das coisas mais deliciosas que o Camilo oferece, esse esplendor máximo da língua, estreitando-lhe o horizonte do palavreado para níveis modernos, talvez dignos de um valter hugo mãe…

    Ou preferia que a maiata, ao invés de recender fartum, cheirasse excessivamente a transpiração?

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    1. André (é André, não é?), olhe que esse seu português encaracolado faria as delicias do próprio Camilo. Parece uma carta de um leitor bacharel a um jornal de província, uma espécie abundante e eterna, num estilo que você julga culto. Ele até escreve enxúndia, vejam lá bem o assombro. Normalmente, serve para distinguir o bacharel do vulgo à sua volta, seja antigamente os campónios, seja agora os urbanos que você julga da mesma maneira. Mas olhe que a literatura não é uma acumulação de vocabulário. O Camilo escreveu à moda da sua época, que não era já a época das novelas de cavalaria da idade média. Repositórios de todo o vocabulário serão esses seus extraordinários familiares, dignos de uma novela do Borges. E ainda se sentam num mocho, à beira do borralho, enquanto colocam a panela de ferro na trempe para fazer a sopinha? Eu também quero o Camilo da mesma forma que sempre o li, mas pastiches, por outro lado, só por gozo.

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  6. Acho que a sua ideia é bem certeira. A Brigada das Colheres a volta do tacho publico, em Portugal, tem uma pujança avassaladora,com potencial para crescer, e d tão dificel de contrariar; metade da população ou é reformado ou vive em empregos do sector publico. Estamos condenados a ver os saçlarios a descer e os impostos a terem que subir, com o sem troika.

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