O “affaire” João Soares.

O clamor mediático que sucedeu à escolha de João Soares para “ministro da Cultura” (whatever)  revela-nos, não tanto a maldade como a louca ignorância de jornalistas alimentados por estágios profissionais. Ficaremos gratos àqueles que hoje interromperem a leitura de “Aos olhos da Rita” (a biografia comovedora de uma menina com paralisia cerebral) e reservarem alguns minutos para esta clarificação:

não percebo o espanto com João Soares, que é editor desde 1975, tendo publicado Orwell, Cesariny, Raul Brandão, etc. Não ficou por aí. Por exemplo, quando foi (1990-1995) vereador da Cultura da CML, criou a Videoteca de Lisboa, a Casa Fernando Pessoa, o Arquivo Fotográfico Municipal e o Teatro-Estúdio Mário Viegas. Além de, convém lembrar, ter criado as condições para que Lisboa fosse, em 1994, a Capital Europeia da Cultura. Mais tarde, enquanto Presidente da Câmara de Lisboa (1995-2002), a Cultura esteve sempre no centro dos seus interesses. As pessoas esquecem-se com facilidade.

 

2 pensamentos sobre “O “affaire” João Soares.

  1. Caríssimo Luís, trata-se apenas da pior consequência do consumo reiterado (e, certamente, excessivo) de queijo; nada melhor do que uma boa dieta líquida “detox” na Oposição…

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