Primeiras impressões.

Francisca Van Dunem. Uma boa surpresa, por ser negra, magistrada e Angolana, respectivamente. Quem não viu sinais de racismo na campanha eleitoral que há um mês terminou vive no mundo da lua. Da Avenida de Roma à Calçada da Estrela, não era raro ouvir lisboetas murmurarem que Costa lhes parecia demasiado escuro para ser primeiro-ministro. Francisca Van Dunem, que além de ter carreira possui também biografia, incarna na perfeição a bofetada de luva branca que a direita merece.

João Soares. Teve uma editora e foi vereador em Lisboa com o pelouro da Cultura durante a Capital Europeia de 94.  Não se pode dizer que o convite tenha sido um disparate. O problema é meu, por não saber para que diabo serve o ministério.

Augusto Santos Silva. O mais articulado dos políticos socialistas, e um dos mais experientes. A polémica com Sérgio Figueiredo foi um formidável tiro no pé, mas quando não se enerva deve ser uma mais-valia para todos os Governos. Qualquer comparação com Rui Machete será um insulto.

Azeredo Lopes. O capataz do socratismo na ERC devia ter ficado em casa, onde é difícil fazer asneiras.

Vieira da Silva. O tipo que nasceu para ser ministro de uma só pasta regressa à pasta de que foi, aparentemente, um bom ministro.

Pedro Nuno Santos. O Parlamento vai ser tão importante como o Governo. A equipa do PS na AR é forte, mas veremos se Pedro Nuno Santos está à altura da coisa.

Tiago Brandão Rodrigues. Um cientista que deixou Cambridge para ser deputado vai substituir Nuno Crato. Pouco importa. Mesmo que fosse uma barata do clube do Bolinha seria muito melhor do que o sociopata que dirigiu até agora o Ministério da Educação.

Coisas boas: Se esquecermos Azeredo Lopes e alguns deslizes de Augusto Santos Silva, até parece que José Sócrates nunca existiu.

Incógnitas: Costa quis fazer um Governo marcadamente PS. Como reagirá a Esquerda?

 

 

 

9 pensamentos sobre “Primeiras impressões.

  1. a esquerda quis ficar de fora! vão abandonar o barco quando “chegar a altura certa” (tanto pode ser daqui a 6 meses como daqui a 2 anos – a beleza dos comités centrais está na sua imprevisibilidade, um pouco como os mercados e as restantes instituições religiosas que dominam a nossa vida)

    até lá, cabe a esta malta provar que faz melhor que passos e companhia, para impedir a direita de ganhar as próximas legislativas com maioria absoluta.

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