Assassinos sanguinários que se melindram facilmente.

Um grande texto do Ricardo Araújo Pereira, reproduzido aqui.

11 pensamentos sobre “Assassinos sanguinários que se melindram facilmente.

  1. De acordo, so far as it goes. And how far does it go? No que se trata de descorticar os meandros do monstro creio que nao muito. Pelo que tenho ouvido da parte dos especialistas franceses do jihadismo, parece que 90% dos novos recrutas nao sao religiosos. A motivacao religiosa pode ser, em boa medida, uma explicacao especiosa para estes actos de terrorismo.

    “Eles atacam-nos porque nao gostam da maneira como vivemos, da liberdade e da democracia.” Amen!… Ja’ o Bush filho o dizia. Entao por que razao e’ que so’ agora (desde quando? ha’ 15 ou 20 anos?) e’ que lhes deu para isto? Nao senhor, nao e’ de agora, e’ desde tempos imemoriais. Ah, sim? No tempo das cruzadas detestavam-nos pelas nossas licensiosidade e democracia? … and so on and so forth, tal como Dupont et Dupond seguindo o seu proprio trilho no deserto …

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    1. Compreendo. E sim, acho que tem razão. A coisa chama-se tradicionalmente “wicked problem”:

      1. There is no definitive formulation of a wicked problem. It’s not possible to write a well-defined statement of the problem, as can be done with an ordinary problem.

      2. Wicked problems have no stopping rule. You can tell when you’ve reached a solution with an ordinary problem. With a wicked problem, the search for solutions never stops.

      3. Solutions to wicked problems are not true or false, but good or bad. Ordinary problems have solutions that can be objectively evaluated as right or wrong. Choosing a solution to a wicked problem is largely a matter of judgment.

      4. There is no immediate and no ultimate test of a solution to a wicked problem. It’s possible to determine right away if a solution to an ordinary problem is working. But solutions to wicked problems generate unexpected consequences over time, making it difficult to measure their effectiveness.

      5. Every solution to a wicked problem is a “one-shot” operation; because there is no opportunity to learn by trial and error, every attempt counts significantly. Solutions to ordinary problems can be easily tried and abandoned. With wicked problems, every implemented solution has consequences that cannot be undone.

      6. Wicked problems do not have an exhaustively describable set of potential solutions, nor is there a well-described set of permissible operations that may be incorporated into the plan. Ordinary problems come with a limited set of potential solutions, by contrast.

      7. Every wicked problem is essentially unique. An ordinary problem belongs to a class of similar problems that are all solved in the same way. A wicked problem is substantially without precedent; experience does not help you address it.

      8. Every wicked problem can be considered to be a symptom of another problem. While an ordinary problem is self-contained, a wicked problem is entwined with other problems. However, those problems don’t have one root cause.

      9. The existence of a discrepancy representing a wicked problem can be explained in numerous ways. A wicked problem involves many stakeholders, who all will have different ideas about what the problem really is and what its causes are.

      10. The planner has no right to be wrong. Problem solvers dealing with a wicked issue are held liable for the consequences of any actions they take, because those actions will have such a large impact and are hard to justify.

      Daqui:

      https://hbr.org/2008/05/strategy-as-a-wicked-problem

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      1. Pois, e’, bem visto!, traduzindo para portugues corrente e’ o chamado ‘problema fodido’.

        Mas nem com essa desculpa consigo resolver a minha angustia existencial. Um politico que tente contribuir para uma solucao ou uma melhoria ve-se confrontado com a wickedness do problema, e’ certo. Mas comeco a sonhar alto, e se a elite das elites, que desenhou e tem ‘gerido” a economia mundo desde 1945, baseada no uso intensivo dos recursos energeticos do Medio Oriente, o tivesse feito segundo os principios basicos da decencia humana, se… se…, talvez agora nao estivesse tudo tao fodido como esta’.

        (o artigo e’ interessante, em todo o caso)

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          1. Bom, se essa perspectiva vingar entao sera’ a guerra.

            Em todo o caso. Os americanos pos-45 fizeram algumas coisas admiraveis. Em todas elas souberam superar esses pretensos escolhos. Foram eles quem concebeu e pressionou os europeus a formar a UE e assim contribuiram para diminuir as fronteiras e as clivagens culturais na Europa. Participaram na reconstrucao do Japao nao obstante os obstaculos culturais. Fizeram o plano Marshall e efectivamente mantiveram um sistema economico mundial que apoiou o desenvolvimento tecnologico e industrial da Europa e do Japao (seus competidores) desde o pos-guerra ate’ aos anos 70, reinterpretando a competicao de um modo sofisticado, e nao primario. Por que razao nao estender essa clarividencia a outras partes do mundo? Se a competicao faz parte da natureza humana, a cooperacao fa’-lo igualmente. E talvez se trate da sobrevivencia da nossa civilizacao (peco desculpa pelo tom apocaliptico🙂

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