O mundo observa os portugueses. A menos que sejam do Futebol Clube do Porto.

Quatro barrascos do Fê CÊ Pê provocaram tanta animação num voo da Turkish Airlines que o comandante, farto de ver as hospedeiras maltratadas, desviou a nave para Roma onde os depositou para refrescarem.

Esta merda, se tivesse ocorrido com sindicalistas, originaria nos media longos ditirambos sobre “os mercados” que “nos observam”, e manifestações raivosas dos blogues produzidos no triângulo dourado do liberalismo —  Gaia, Valongo, Perafita. Mas assim não tem qualquer mal. Dois ou três parágrafos no Expresso e está cumprida a sagrada vocação de informar.

Os rapazes entusiasmaram-se, coisas que ocorrem aos chefes de família defronte de uma hospedeira, ainda que traje véu. A gaija que não se atravessasse com o carrinho de bebidas no corredor aéreo em que estende as pernas o verdadeiro macho lusitano. Ou como escrevia o poeta islâmico Al-Mu’tamid

Ao passar junto da vide
Ela arrebatou-me o manto,
E logo lhe perguntei:
Porque me detestas tanto?
Ao que ela me respondeu:
Porque é que passas, ó rei,
Sem me dares a saudação?
Não basta beberes-me o sangue
Que te aquece o coração?

Onde anda o Paulo Portas? Que é feito do Calvão da Silva? E tu, Helena Matos? Ainda tens voz embargada?

3 pensamentos sobre “O mundo observa os portugueses. A menos que sejam do Futebol Clube do Porto.

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