Meu caro amigo.

Blusão Carhartt? Camisa de lã Marlboro ? Roupa velha encarquilhada? Você acha que está na Noruega? Conheci outro tipo assim, que era arraçado de pai industrial de Oslo com mãe herdeira do vinho do Porto. Passeava-se entre os betinhos com um cão de má pele que encontrou ao relento, provavelmente embriagado. Ele (não o cão) é amigo do Paulo Azevedo, mas sempre escorraçado nos antros dilectos do homem e da mulher-sonae.

Para ter sucesso numa economia “em vias de desenvolvimento”, deixe de fingir que é nórdico: compre umas camisas de cavalinho rocinante e uns sapatos de vela, para o protegerem nas Docas.  E beba gin,  de preferência com “hambúrgueres gourmet”.

2 pensamentos sobre “Meu caro amigo.

  1. Obrigado pelo conselho, realmente um gajo assim não consegue aprovação no concurso para “rei dos animais de farda”. A expressão, deliciosa, usou-a Agripino Grieco para caracterizar Múcio Leão presidente da Academia Brasileira de Letras (creio que nos anos quarenta).

    No caso daquele restaurante em concreto (talvez para prevenir que os outros clientes esbanjem) dá gosto de ver gente que anda com a cartilha da propriedade privada sempre debaixo da língua marcar mesa (comprida) para as 12.30 e aparecer uma hora depois. Mas lá isso de farda e maneirismos trazem eles…

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