Agora sem os punhos de renda.

Os encontros de António Costa com o PC e o Bloco têm originado comentários nutritivos nos jornais e blogues de direita. Já li comparações com a “Revolução de Outubro” (o que nem está mal), com o PREC (bocejo), com o assassinato do arquiduque Fernando que originou a Grande Guerra (não brinco, é verdade).

Mais útil é porém a descoberta de uma extrema-direita que saiu do armário, e que um dia recordaremos.

 

15 pensamentos sobre “Agora sem os punhos de renda.

  1. Essa arenga do Vítor Cunha parece aquelas proclamações dos jovens fascistas da revista Ordem Nova, a do jovem Marcelo Caetano, dos anos 20 do século passado, aquela que tinha como mote: «Revista anti-moderna, anti-liberal, anti-democrática, anti-burguesa e antibolchevista, contra-revolucionária; reaccionária; católica, apostólica e romana; monárquica; intolerante e intransigente; insolidária com escritores, jornalistas e quaisquer profissionais das letras e da imprensa». Não está lá tudo? É finalmente o destilado do ódio a conta gotas contra tanta modernice que tem assolado este pobre país, tanto lixo, tanta pouca vergonha, tanta politiquice, veiculados pela comunicação social que temos desde há quarenta anos, que tanto mal tem feito à nossa civilização.
    E da direita civilizada, aquela que paira, etérea, acima das trincheiras, lá no castelinho do bom senso, nem uma palavra; quando muito, um dia destes, um aviso aos rapazes para que se moderem, que estão muito fogosos, e não darem munições ao inimigo.

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    1. “Que se moderem”? Mas como é que podem partir as fuças aos chuchas e deixar a jacobinada exangue se se “moderarem”? Isso é um contra-senso. Por outro lado aquela parte da “insolidariedade” com “escritores, jornalistas e quaisquer profissionais das letras e da imprensa” não se aplicará, por certo, nos dias de hoje, dado que os costumes se suavizaram, as carreiras são transversais e o Observador não deve pagar assim tão bem.

      Há que combater, isso sim, o flagelo da pressão mediática esquerdista, que persiste em assomar covardemente nos grupos de comunicação do Eng. Belmiro, do Dr. Balsemão e da doce princezinha africana.

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  2. Nunca perco as teorias do dr. Gonçalves. Provavelmente, esta em particular, a do analfabetismo e da esquerda, tem grande poder explicativo. Melhor se percebe assim porque o dr. Relvas escolheu o campo da direita.

    Esta da geografia eleitoral parece-me filão a explorar. Por exemplo, tambem as regiões de maior paixão pela tauromaquia (ou pelos botins de cano alto, ou pela açorda de cação) praticamente desenham o mapa da maior influência da esquerda. A rapaziada do movimento anti-touradas tem aqui argumento de peso.

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  3. Deve ter lido as doutas analises publicadas por ai, afirmando a morte política de António Costa caso se metesse num governo de coligação com o BE, ou PCP. Assim se vê que o acesso a escriba nestes panfletos se garante com doses homeopáticas de sandice, oportunismo e diâmetro labial calibrado para o pénis mais curvado no sentido do poder.

    Consideremos, então, a alternativa a semelhante morte política, uma vez que o contrario será necessariamente a sua sobrevivência, ou mesmo revitalização. Costa manda os partidos de esquerda para o galheiro, faz de passivo nuns menages com Portas e Passos, entronizando o governo do PaF, com grande humilhação própria. Aprova o orçamento da coligação de direita e não mexe em nada passível de causar urticária aos chefoes em Bruxelas. Na agenda tem marcado outro vexame perante Marcelo, nos idos de Março. Enquanto tudo isto acontece, ou logo no principio, o PS transforma-se na aldeia do Astérix, ou pior, une-se no seu amor-próprio ofendido contra António Costa, que acaba defenestrado num congresso, acabando os dias como comentador na TVI24, ou escrevendo um blog sobre resmunguices avulsas, comida e livros de merda.

    Ou eu não estou a ver bem a coisa, ou, de repente, ser imbecil passou a ser pré-requisito para escrever no Expresso, por exemplo.

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