Às 23:30H.

Paulinho-Homem-De-Estado a mostrar como se faz: “os portugueses não perdoariam que a sua vontade expressa democraticamente fosse desrespeitada (…) É tempo de união e de construção, de compromisso”, blá blá bá.

Aprendam, que a moca vem atrás.

 

 

16 pensamentos sobre “Às 23:30H.

  1. Isto http://expresso.sapo.pt/legislativas2015/2015-10-04-Nove-historias-que-ajudam-a-perceber-a-derrota-de-Antonio-Costa-2 explica quase tudo. O primeiro ponto, no entanto, não foca o essencial da forma como Costa afastou Seguro. Para o Português comum, sobretudo depois do infame debate das medidas fotocopiadas, o que Costa fez tresandou a traição, pondo muita gente (a do “pais real”) de pé atrás, independentemente dos confetis iniciais nas redações. António Costa, sua corte e media em geral não perceberam isto, acharam que não tinha de convencer, de tornar constantemente óbvio que representava a única alternativa a coligação. O tempo, Sócrates, Grécia, campanha razoável do PaF e excelente do BE fizeram o resto.

    As minhas singelas notinhas:

    – Os resultados das eleições demonstram com clareza que a maioria dos votantes não quer a coligação de direita. Quero ver a maluca dos consensos alargados que mora em Belém descalçar esta bota.

    – O PSD, descontados os ~6-8% do PP, teve um resultado melhor do que o obtido por Santana Lopes. Esta é a verdadeira bitola da falência de António Costa, ex-El Cid contra a direita neo-liberal.

    – Costa não se demite, mas não tem onde se meter. Achará que organizar o chumbo do orçamento por toda a esquerda lhe dará o golpe de asa necessário para se manter vivo? A esquerda é fratricida; será constantemente atacado pelos seus, BE e PCP, percorrendo uma autentica via sacra ate ao próximo congresso extraordinário.

    – Marcelo nadou em cascatas de Raposeira.

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      1. Não vá pelo semblante do Florentino. As sondagens dão-lhe maioria absoluta, e os outros estão onde ele quer. PS em farrapos, direita num limbo parlamentar. O cenário ideal para um candidato de perfil populista.

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  2. Não é claro que a esquerda tenha ganho. Para o saber, urge esclarecer se o PS é, ou quer mesmo ser, uma força de esquerda.

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          1. Caríssimo Luís, será o suficiente para impedir a concretização das mútuas promessas de pacífica legislatura nova feitas em reunião havida na última semana de Setembro no Ministério das Finanças entre o Tó Costa e Passos Kandimba, com mais “ajuste” orçamental e tributário à ilharga para 2016 e 2017 (NovoBanco e BPI obligent): o PSD fofinho pela mão do “Babush”, tal como Belém e Massamá sempre humidamente sonharam…

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  3. Eu passei por vários estádios ontem à noite, mas cristalizei neste para poder dormir melhor: descontadas as dúvidas existênciais sobre a atual natureza do PS, temos neste momento no parlamento uma maioria votada por gente que não quer este governo. Voltando à natureza do PS, seja ele o que agora for, quem votou nele é, pelo menos, centro-esquerda. Parte da coligação caiu para o PS e a fação da esquerda para o lado esquerdo foi alimentar o BE. O Senhor protege os simples, Salmos, 116.

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      1. Caríssimo Luís, se lhe serve de (fraco) consolo, saiba que, ao menos Portugal não ficou nas mãos do Paulinho-das-feiras, graças à votação da Esquerda à esquerda do PS que o impede de leiloar o voto do grupo parlamentar da sua chancela, obrigando-o a permanecer bem quentinho no bolso do Passos Kandimba com que, aliás, passou a noitinha de ontem…
        Por outro lado, muita tristeza deve haver pelas bandas do Largo Monterroio Mascarenhas, sede da excelsa Fundação Pingo Doce, a tal que em 2011 cofinanciou a campanha antisocrática e que agora projectou os tais “economistas de excelência” para dar uma mãozinha ao programa do nosso bom Tó Costa…

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  4. Luis Jorge, não falo agora de partidos e nem sequer falo do parlamento e das composições de interesses de futuro. A propósito, o PS, para sobreviver, vai ter de viabilizar o próximo orçamento e aguentar este governo quatro anos mais, sob pena de ser visto como desestabilizador. Se cair este governo por ação do PS, nas próximas eleições a coligação vai ter a absoluta. Uma rúbrica orçamental ali metida, outra dali retirada, para não perder a face, e o PS vai-se também aguentando. Deixem estar agora o Costa, por enquanto.
    O que agora me interessa é que uma maioria manifestou em bloco uma certa vontade. O bloco inorgânico do “estamos fartos”. Não vou tão longe quanto o tipo do aspirina b, que, manhoso como sempre, pretende que o PR nomeie governo com base nisto, mas alguma leitura politica isto deve ter. Os da PáF já a devem estar a fazer, apesar da empáfia pública. A esperança dos seus votantes, ainda que de baixa voltagem, está à espera de ser satisfeita. Para já, o reembolso de parte da sobretaxa do IRS, no próximo ano. As falhas vão ser transmitidas em loop daqui a quatro anos, se entretanto o PS contratar uns conselheiros de marketing mais competentes, ou se decidir seguir-lhes os conselhos, conforme for o caso.

    O PAN tem boas causas (à parte a bizarrice da bestiofilia) e parece-me simpático, mas o Livre, isto é, o Tavares, tinha, para além disso, alguma experiência na politica, sobretudo no parlamento europeu e corredores de Bruxelas, e sabe-se como isso é cada vez mais importante.

    Pronto, tudo juntinho, estou mais ou menos satisfeitinho, é o que há, temos de viver com o que temos, não comer picanha todos os dias, fechar a torneira enquanto se escova os dentes, mijar no duche, etc. e ir preparando com carinho e mil cuidados a vingança, para servir como sorvete daqui a uns tempos.

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