Intuição e política.

Uma fragilidade da esquerda provém da natureza contra-intuitiva de algumas das suas propostas. Por exemplo, tomemos o keynesianismo: para sair de uma crise os Estados devem estimular a procura através do investimento público, que tem um efeito multiplicador.

Ora, quando estamos num período com níveis de dívida elevados, esta proposta é o oposto da intuição. No entanto funciona: o Estados Unidos voltaram depressa ao crescimento. A Europa, que optou por uma política austeritária, não.

É difícil dizer às pessoas que a solução para os seus problemas é oposta à que lhes é indicada pelo senso comum. Principalmente num contexto desfavorável.

A força da direita reside no alinhamento entre as propostas que faz e as intuições mais primitivas da opinião pública. São singularmente estúpidas, mas parecem sensatas.

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