A coisinha mais irritante da publicidade portuguesa de 2015.

“Oh meu Deus!”, não há pachorra.

16 pensamentos sobre “A coisinha mais irritante da publicidade portuguesa de 2015.

  1. Que coisa fofinha, a decoração, a musiquita de pianinho e a rapariga, a quem apetece fazer o favor de saltar-lhe para cima… O que vale é que a coisa está à beirinha da paródia: bastava que naquele ecrán gigante, no fim, aparecesse um zombie, e ela, lançando a cabecinha para trás e rindo, alegre e serena, oh meu deus, aquela sou eu, sedenta de sangue, finalmente livre desta vida tão parva. O que mais me irrita ali é uma nova praga da publicidade: pôe aí uma pessoa normal a falar normal, revira os olhos, faz confidências, mexe nos cabelinhos distraida. Apanho com uma versão sonora da coisa todas as manhãs, de uma clínica de amagrecimento e vida saudável em geral, na M80. Ex-gordos a falar em confidência a uma multidão de amigos idiotas anónimos. Isto começou tudo com as velhinhas a falar engraçado para a câmara, ai, enganei-me, quer que repita e tal? Tragam mas é outra vez os anúncios lux das estrelas de cinema. A gente sabe que não ficavam assim a passar sabonete, mas é bom ser enganado com estilo e sem falsos realismos.

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  2. Mais do que irritante, mortalmente chato. Boring, boring, que é como quem diz em português ro-nho-nho, ro-nho-nho. A tipa no minuto 1.20 podia confessar que tinha cometido um crime terrível que não ia presa, porque ninguém aguenta até ao minuto 1.20 a ouvir aquela água choca, quanto mais durante 3 minutos

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  3. Podemos ver isto como uma espécie de 2001, Odisseia no Espaço da publicidade e se for assim o tempo não custa a passar. Há também ali uns monolitos cósmicos que nunca serão decifrados. Porque é que um banco convida raparigas para falar da vida? Porque muda a cadeira de lugar? Isto veio de que planeta e para quê? Etc. Para mim isto é mesmo um grande monolito e quase que me sinto como um macaco do filme, a olhar para a coisa, espantado. Talvez seja uma obra genial, quem sabe.

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  4. Mas isto é muito melhor, é a odisseia no espaço filmada em HD! A seguir, só falta o reclame da odisseia espacial em 3D e podemos morrer descansados. (se bem que tenha ouvido dizer que a seguir ao 3D vem o 3E…)

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  5. Eu não sei bem como é que a publicidade atua no cérebro da generalidade das pessoas. A mim, a publicidade a um banco é eficaz da seguinte forma, logo a abrir: somos o banco tal e emprestamos a juro zero. Pode ser cantado pelo Quim Barreiros a tocar sanfona sentado num banquinho ou dito por um candidato do POUS a ler um papel. Ora, eu juro que só à terceira vez coisa descobri que isso era um anúncio de um banco. Duas vezes vi até ao fim e duas vezes cheguei ao fim embrenhado em pensamentos lúbricos com uma rapariga com um ligeiro atraso mental, o que deve ser uma espécie de crime, escapando-me o que aquilo vendia. Comecei até por achar que aquele camarada que ali em cima faz perguntas sobre taxas bancárias é o tipo de gajo que pergunta isso a toda a gente, nas situações mais inopinadas, e que por isso era a pessoa ideal para dar uma vida financeiramente estável à moça pela vida fora, com muitos filhos e netos e aquele ar de velhinha boa, com muito boa pele.

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    1. “Eu não sei bem como é que a publicidade atua no cérebro da generalidade das pessoas. A mim, a publicidade a um banco é eficaz da seguinte forma, logo a abrir: somos o banco tal e emprestamos a juro zero.”

      Lol. Julga-se assim tão racional? Se calhar é, mas seria o primeiro que conheço. Qual é o seu banco? Ou isso é informação classificada?

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      1. Eu escolhi o banco em que estou porque me convenceu com dois produtos: uma taxa fixolas para um empréstimo e um broche da mulher do gerente todas as semanas, que foi a parte romântica. Não divulgo publicamente o banco, porque a senhora depois não dá para tanto aviamento. Falando mais a sério, há poucas coisas mais irracionais do que a escolha de produtos financeiros, desde logo porque a coisa em si mesma é esotérica, mas no essencial anda tudo ao mesmo, mesmo que no fim se atirem da janela: dinheiro, muito e barato. Eu não sei o que é que a publicidade acrescenta a isto, mas cada um escolhe como quer. Eu, moi, pessoalmente, a filosofia que lhe aplico, que é partilhada por muitos amigos em tertúlias culturais, é que o broche, se for bem feito, até pode ser feito pela Ângela merkel atrás do coreto com a banda da GNR a tocar o hino nacional. Pronto, o Luís Jorge é que perguntou, entenda-se agora com a henedina.

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    2. Comigo é o mesmo. Se tivesse visto isto na tv, era capaz de ter saído de casa a pensar que tinha assistido a mais um episódio da novela “Bancos de areia”, e a pensar que a moça era uma das jogadoras do time de voleibol de praia, ou coisa assim.

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