Muita parra.

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Emily St. John Mandel pode ter ganho uma fortuna com esta fantasia sobre o fim do mundo, mas nada acrescenta à linha evolutiva já traçada pela história da literatura.  Não admira: a sensibilidade indie não é uma coisa muito adulta, pelo que não vemos motivos para que transborde dos festivais de Verão. A literatura norte-americana tem sido assolada por romances pós-apocalíticos desde o fim do século passado, e nenhum vale um pataco excepção feita ao de McCarthy. A lista inclui nomes sonantes como Paul Auster ou Margaret Atwood, o que não desencoraja os neófitos. Quanto a este, de Mandel, parece uma adaptação puritana de The Walking Dead —  embora sem os zombies, que sempre lhe dariam alguma cor local. Em nenhum momento se conseguem levar a sério 0s desencontros das personagens. Emoções genuínas, nem vê-las. Mais vale ler Stephen King.

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