Parece-nos que a candidatura de Sampaio da Nóvoa acabou.

Mesmo antes de começar.

Adenda: ou talvez não. Leiam os comentários a este post.

34 pensamentos sobre “Parece-nos que a candidatura de Sampaio da Nóvoa acabou.

  1. Receio que vos pareça mal, caro Luís.
    Há coisas que se explicam por si mesmas.
    O tininho que redige e assina essa prosinha vingadora é, desde 2011, conselheiro de cavaco.
    E, penso que há bastante mais tempo (embora não pareça) filho de Jaime Gama.

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    1. Pode não se gostar do mensageiro, mas a mensagem é 100% bacteriologicamente pura e terrivelmente devastadora: quanto a isso não há mesmo volta nenhuma a dar.
      E a (des)propósito, creio que já não é “consiglieri” da réplica belenense de Tutankhamon…

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    2. Em resumo (e sem ser filho de Jaime Gama, pois filho se nasce e pai não se escolhe): Nódoa, Sampaio da Nódoa…

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        1. Caríssimo Luís, talvez o Sampaio da Nódoa escolha o Jaime Gama para membro da respectiva Comichão de Honra da Candidatura, pois Belém é um lugar mui aprazível e frequentável: ele é o Museu Berardo, ele é a Praça do Império, ele é o Mosteiro dos Jerónimos, ele é os pastéis do dito lugar e, antes de mais nada e acima de quaisquer outras considerações, a garantia de cinco anos de sossego flanante, renovável por prazo igual com tudo incluido…

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            1. Mas o nonagenário Marocas (e derrubador do Tó Zero) por certo adoraria a cena e o cenáculo, à falta de animal feroz que faça razia em Janeiro de 2016, marchando triunfal de Évora até Belém: quem não tem cão, caça com gato…

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    1. Então a famosa votação é com bolas pretas e bolas brancas e toda a gente sabe no fim como cada membro do júri votou? Afinal as fugas aos segredos são ensinadas no berço — como sempre me pareceu, aliás. E nós a pensar que já nada vindo destas criaturas que habitam (ou querem habitar) o Estado nos pode surpreender.

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  2. Esta história já foi desmentida. Taborda da Gama não foi sério.

    Afinal de contas, Nóvoa não votou (nem podia votar). Votou sim Marcelo Rebelo de Sousa: e pelo chumbo.

    Afinal, parece até que já há quem tenha dito que Nóvoa fez tudo o que a lei lhe permitia (não era muito) para dar a volta a esta situação.

    Como o tenho (a si e aos leitores que aqui comentaram) na melhor das estimas, penso que ficaria bem ou editar este post, ou escrever um novo, em que repõe a verdade. Sei que é homem para isso. Ao contrário de Taborda da Gama, que usa o nome de Saldanha Sanches para sujar o de Nóvoa, quando na verdade só mancha o de Marcelo e dos outros 5 que com ele chumbaram Saldanha Sanches.

    http://www.dn.pt/politica/interior.aspx?content_id=4501213

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      1. Este artigo do DN não invalida absolutamente nada do que se escreveu sobre Sampaio da Nóvoa. Pelo contrário: confirma que presidia ao júri que chumbou Saldanha Sanches nas provas de agregação. Apenas esclarece que a decisão não cabe exclusivamente ao presidente do júri, estribando-se no apuramento dos votos pelo conjunto. Esgrime-se que Marcelo terá votado contra, como se isso redimisse Sampaio da Nóvoa de alguma coisa. Enquanto presidente do júri, Sampaio da Nóvoa tinha mecanismos estatutários que lhe permitiam pelo menos anular a infâmia praticada – que era patente – mas não teve coragem para isso, temendo a consequente pressão dos seus pares. Sei do que falo, uma vez que fui professor da casa durante alguns anos. Pessoalmente, e para variar, gostava de ter alguém em Belém com sangue nas veias, em vez de água com açúcar…

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          1. Certo, mas não vamos dizer que Sampaio da Nóvoa teve as mãos atadas, quando isso é falso. É prerrogativa do presidente de um júri de provas de agregação interromper, ou mesmo impugnar, os trabalhos, se achar que o processo não é transparente. Ou achou que a avaliação foi limpa (coisa extraordinária), ou não teve coragem para contrariar os seus doutos colegas. Qualquer das duas possibilidades não abonam nada em favor do carácter de Sampaio da Nóvoa. E sobre isso pode perorar à vontade.

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          1. Pode invocar não estarem reunidas as condições necessárias para a correcta avaliação do candidato, suspender a prova e requerer a constituição de novo júri. Já aconteceu no passado; obviamente não é coisa pacífica.

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  3. O Nóvoa saltou para a frigideira e começou a ser frito; nada de mais. Começando o Nóvoa a falar de ética e demais coisas que povoam um pais civilizado a que quer presidir, é natural que lhe saltem ao caminho uns mastins e uns canitos a lembrar coisas. Obrigado ao rafeiro do Taborda da Gama, seja lá ele quem for. Este acréscimo do Marcelo no retrato do grupo não altera em nada o que já foi dito, esteja certo, ou errado. Cá esperamos o Marcelo, quando ele próprio se candidatar, para o confrontarmos sobre as suas próprias decisões. Aliás, achar pertinente tal informação para defesa do Nóvoa, não abona nada em favor do seu caráter. Não foi certamente por o Marcelo fazer parte do júri que o Nóvoa perdeu capacidade de intervenção, se não a estatutária, pelo menos a ética, ou a coisa é pior do que penso. Mas não é necessário conhecer o meio, para se saber que tal dissidência pública entre júri e presidente seria protocolarmente tão grave e inédito como a quebra da ordem das precedências numa procissão de catedráticos. Diz a Isabel Moreira que o Nóvoa se terá sentido incomodado. Ora, parabéns à prima. A menos que lhe tenha dado um surto psicótico, não me impressiona nada. De vez em quando, celebramos heróis que pelas suas atitudes perdem lugares, são exilados, ficam com dificuldades económicas, etc. O Estado Novo está cheio desses exemplos no ensino universitário, por exemplo. Do Nóvoa, parece ser suficiente celebrarmos o facto de o mesmo se ter sentido incomodado, algo que passa com um alka seltzer. Que o mundo é mais tranquilo quando fazemos de mortos, isso é certo, mas que não achemos estas coisas mais graves do que o facto de os imbecis dos cágados perderem o acento, é chato.

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  4. Presidir ao júri por inerência dá-lhe o poder de conduzir a procissão de acordo com as regras pré-determinadas. O voto (de qualidade), que só exerce se houver empate, não aconteceu dado que a votação, na altura ainda secreta, foi 6-3. Podia ter tentado acabar com aquilo antes de se chegar a vias de facto? Para poder ajuizar sobre isso seria preciso conhecer todos os detalhes da forma como conduziu o processo e do papel que todos os intervenientes tiveram. Não me parece que o ambiente fosse fácil, tratando-se das catedráticas personagens em questão. Um presidente pode e deve garantir que a ética não adormece, mas não pode acontecer que não lhe deixem grande margem de manobra, apelando tendo em conta o regulamento existente, sob pena de ser preso por ter cão e por não ter, ainda para mais com a uma diferença tão grande de votos contra e a favor. O processo é que era (?) de modo a permitir ajustes de contas, a coberto do anonimato. [Não há de ser por acaso que, logo depois deste caso, ainda no consulado de Mariano Gago finalmente!!! se acabou com a cena do voto secreto (as famosas bolinhas brancas e pretas), restos do que deveria ter acabado em 74].
    Não estou a defender “tout court” A S d Nóvoa, mas incomoda-me que enviesem os assuntos.

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      1. Caríssimo Luís, só para continuar o excurso, é de relembrar que o chumbo de Saldanha Sanches na prova de agregação serviu quem, naquele júri, ainda hoje litiga e arbitra habitualmente contra o Estado: Diogo Leite de Campos e Eduardo Paz Ferreira…

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  5. Já que o meu comentário foi publicado, deixo, agora, este artigo da Isabel do Carmo onde fica claro o que eu intuía: o que podia ter sido feito pelo presidente do juri, para que a ética não ressonásse, foi feito e teve, inclusivé, consequências directas na alteração das regras caquéticas, ao tempo em vigor. O JTG merecia um responso do tamanho da vergonha que não tem.

    http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=4509254

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