Angola, por Kristof no New York Times.

Uma daquelas coisas que não hão-de chegar aos media portugueses.

8 pensamentos sobre “Angola, por Kristof no New York Times.

  1. Caríssimo Luís, em 2005 quando dividia o gabinete de trabalho com outro colega mais velho na extinta Direcção-Geral de Viação (extinta para transfegar 90 milhões de euros do erário público para o Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações), chegou-lhe uma comitiva de 3 senhores angolanos à sua beira para o convidarem a emigrar; um destes identificou-se como “primo do Zédú” e, voltando-se para mim com um sorriso aberto nos dentes impecáveis, convidou-me para ir viver e trabalhar em Luanda.
    Respondi-lhe declinando e recordando que, não fôra a descolonização, a maior parte da minha família materna teria ido viver para Angola, e que não compreendia como era possível 50.000 viverem como milionários e 17 milhões como miseráveis; rematei afirmando que só lá poria os pés depois do “primo Zédú” e dos respectivos comparsas terem sido condignamente afastados do poder.
    Os 3 senhores angolanos gelaram e bateram rapidamente em retirada: e foi assim que estraguei a vidinha do meu colega de serviço…

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