Grave, gravíssimo.

António Costa ganhava 7 mil e tal euros por mês num programa da SIC. Grave.
Com esse dinheiro, arrendava um apartamento na Avenida da Liberdade. Muito grave.
Depois deixou o programa da SIC, passou a ganhar menos e foi morar na província. Gravíssimo.
O tal apartamento não estava em “propriedade horizontal”. Não há palavras para descrever isto.
Antes de António Costa lá morar tinha levado obras, contra um parecer de um serviço camarário qualquer. Escândalo, horror, tragédia.

Pronto, estão vingadas as injustiças hediondas cometidas contra o senhor primeiro-ministro. Cavaco Silva prepara uma comunicação ao país para denunciar a corrupção das oposições.

11 pensamentos sobre “Grave, gravíssimo.

  1. O titulo do Público é:
    “António Costa viveu dois anos num duplex feito contra parecer da câmara”

    Já vamos ao corpo da noticia, mas fiquemos agora apenas pelo titulo, aquele que vai provocar saliva suficiente para entupir as sarjetas das partes baixas aí da capital. Lido aquilo, o que é que se entende? Que a obra foi feita à revelia da Câmara Municipal de Lisboa; que seria ilegal, portanto.
    O que se conclui depois da leitura da noticia? Que esse parecer não foi emitido pela Câmara Municipal, o executivo, mas por três técnicos de um serviço da câmara (a estrutura consultiva do PDM). Aliás, o executivo municipal (presidente e vereadores) não emite parecer no caso, mas licença, coisa diferente. A Câmara Municipal, perante dois pareceres de sentido oposto, o dos seus serviços técnicos e o do IGESPAR, serviço do Estado com tutela sobre zonas classificadas ou edifícios classificados, como será o caso, decidiu com base no último. A questão é essencialmente técnica e tem a ver com urbanismo e arquitetura. Talvez, agora, assentar baterias nos técnicos do Igespar que tiveram um entendimento diferente dos seus colegas da câmara. Temos para meses.

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  2. Por outro lado, o comportamento de António Costa neste e noutras questões deixa más perspectivas para o futuro. Hoje leio que considera a questão de Passos assunto arrumado e que não faz política com essas coisas (???). A mim quer-me parecer que prepara o terreno para o centrão, ainda que impondo uma mudança de panorama entre os eventuais parceiros sociais-democratas. Se bem me recordo, recusou coligações com ESTE governo, mas mesmo que não o tivesse afirmado, Paulo Portas inaugurou um precedente perigoso sobre o valor da palavra política…

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