Realismo.

redeployment

Redeployment, de Phil Klay, que recebeu o National Book Award, combina com o tom da melhor literatura americana deste princípio de século. Emocional mas descarnada, descrente do plot, sem arrebatamentos líricos, inquiridora. Outros livros assinalam este reconhecimento de um regresso da História. Sobre o Iraque, ler também Yellow Birds de Kevin Powers.

Interessante na tendência é o papel da fantasia, com uma recuperação ocasional de traços do realismo mágico para descrever coisas insuportáveis em vez de encantar o leitor. Isto ocorre por exemplo nos retratos de The Orphan Master’s Son, em que Adam Johnson nos revela os horrores do genocídio norte-coreano.

Estamos muito longe dos cadernos de viagem de José Luís Peixoto, e gostava muito que alguém me explicasse porque é que a tragédia económica que nos acompanha há pelo menos quatro anos ainda não inspirou os romancistas portugueses.

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2 pensamentos sobre “Realismo.

  1. “(…)porque é que a tragédia económica que nos acompanha há pelo menos quatro anos ainda não inspirou os romancistas portugueses.”

    Deus nos livre! Seria juntar a tragédia económica à da escrita… Ó homem, dê antes hossanas pela omissão!

    Um Feliz Natal para si e para os seus. -“Coma-lhe e beba-lhe!” – nas palavras do malogrado padre José Miguéis, n’”O Crime do Padre Amaro”.

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