Doces ilusões.

Quando ouvi o ministro dos Negócios Estrangeiros aludir às mulheres que pretendiam desertar do Estado Islâmico tive, por um segundo, a ilusão de que o desabafo seria intencional: “quem quer que venha poderá ser um fanático clandestino, mais vale que fique onde está mesmo que morto”, pensei. “Não precisamos de um atentado como o de Atocha a acrescentar aos nossos padecimentos”, etc.

Não comprei nem compro a ideia de que seriam duas ou três jovens estúpidas e influenciáveis. Por isso admirei brevemente a perfídia do ministro — até cair em mim e perceber que se tratava de Machete, e do Governo mais inepto que seviciou esta terra em quarenta anos de liberdade.

Resta-me a esperança de que deus escreva direito por linhas tortas.

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