Da canalha que nos trouxe a mãe do Sócrates, o alfaiate do Sócrates e as férias parisiences do Sócrates.

Chega-nos agora isto:

Passos Coelho escondeu, há cerca de vinte anos, umas massas ganhas numa empresa, não as declarando ao fisco e tendo-as recebido a latere do seu estatuto de deputado, que o obrigaria à exclusividade. Cometeu, assim, várias ilegalidades, embora naquele tempo não incidissem ainda sobre nenhuma delas o juízo censório que hoje as condena às penas do inferno, cada uma delas agora mais gravemente punida do que um homicídio qualificado, cometido com requintes de malvadez.

Por mim, que entendo não existirem, no plano metajurídico, crimes económicos contra o estado e que defendo que os únicos crimes desse género são os que o estado insistentemente comete contra a propriedade privada, Passos Coelho não seria incomodado. (…)

Arrependo-me de todos os minutos em que levei a sério estes animais.

 

 

 

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26 pensamentos sobre “Da canalha que nos trouxe a mãe do Sócrates, o alfaiate do Sócrates e as férias parisiences do Sócrates.

          1. Eu referia-me a outra coisa: processos parados, processos a correr à velocidade da luz, etc.
            Mas tens razão, li na diagonal e não percebi.
            Rectifico: tens alguma dúvida de que a comunicação social está instrumentalizada? Não digo que seja como o Filipe diz, porque, de facto, não sei, mas pões a tua mão no fogo em como assim não foi?

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  1. Engraçado, não imaginava que os levava, mesmo que en passant, “a sério”. Nunca consegui tomá-los por outra coisa senão desmiolados, embora maldosos (nem todos, obviamente).

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  2. O que interessa é preservar quem implementa, nos outros, a ideologia (será que se lhe pode chamar isso?), que pregam.

    Os fins justificam os meios e tal… Enfim a cada um o seu catecismo deturpado…

    Não venham é pedir respeito aos outros, quando não se dão a ele…

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  3. Eu bem te disse. Mas a tua raiva a Sócrates cegou-te. Durante um tempo estavas um direitola empedernido e a alinhar com os maluquinhos e ressabiados do Blasfémias, na sua grande maioria, tirando um ou outra, gente frustrada, na verdade monárquicos e conservadores ressentidos que escondem uma certa raiva a Portugal (não apoiassem a venda do paíús ao estrangeiro e a promoção da condição de país-lacaio dos alemães).

    Hoje ninguém consegue provar nada contra Sócrates, que, por sinal, hoje é um intelectual, prefaciado por E. Lourenço e com um Mestrado na Sorbonne.

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    1. “ninguém consegue provar nada contra Sócrates, que, por sinal, hoje é um intelectual, prefaciado por E. Lourenço e com um Mestrado na Sorbonne.”

      Que maravilha! Já não tinha presente estes requintes apologéticos.

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  4. Pequenitos, sentai-vos e ouvi com atenção. Era uma vez um deputado que estava em sua casa, feita de chupa-chupas e gomas, e bateram-lhe à porta. Senhor, é preciso pôr avionetas a voar na azinhaga dos coleópteros e não temos quem o faça. Ajudai-nos a dar formação, por favor. Silêncio aí atrás. Porquê eu, meu bom homem? Porque tendes um metro e oitenta. O deputado, já então empenhado no fomento da exportação por via aérea de míscaros e alecrim, aceitou na condição de só receber ajudas de representação. Que é isso, perguntam vós? Pois é dinheiro para viagens até onde era necessário, alojamento e refeições de vitela com arroz de ervilhas. Um dia ia a passar na floresta e um ogre feio deu-lhe com um porrete na cabeça que o fez desmaiar e que lhe havia de provocar problemas de memória para o resto da vida e veio um príncipe e deu-lhe um beijo e acordou e foram-se embora para casa dos sete anões ali para quem vai pela rua de são bento onde é guardado com muito carinho dos olhares e perguntas indiscretas dos ogres. Fim. Tu aí, ó ranhoso, tira a mão do ar, que isto não é para fazer perguntas.

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      1. Impossivel. Ele está a brincar, eu às vezes também faço assim uns números. É do género anti-joke, do melhor. Porque é que a galinha atravessa a estrada? Para passar para o outro lado. O que é que um pato e a bicicleta têm em comum? Os dois têm guiadores, exceto o pato e o passos coelho. Enfim, coisas assim.

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          1. Se é assim, fico dividido. O último parágrafo é um clássico. Por um lado, ganho um camarada, por outro perde-se um excelente humorista. Talvez seja um agente provocador indetectável, daqueles treinados de pequenino, como os ninjas, mas é melhor não me meter nisso.

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