Por falar nisso.

Profits Without Prosperity, um dos artigos de fundo da Harvard Business Review de Setembro. Trecho:

Five years after the official end of the Great Recession, corporate profits are high, and the stock market is booming. Yet most Americans are not sharing in the recovery. While the top 0.1% of income recipients—which include most of the highest-ranking corporate executives—reap almost all the income gains, good jobs keep disappearing, and new employment opportunities tend to be insecure and underpaid. Corporate profitability is not translating into widespread economic prosperity.

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4 pensamentos sobre “Por falar nisso.

  1. Olá, Luís Jorge. Esse artigo é interessante. Li há tempos no Guardian um artigo sobre o trabalho mal pago na Tesco, o maior empregador privado em Inglaterra, coisa comum nas grandes redes de distribuição, ali, na Wallmart ou por cá, ao que se diz, não tenho a certeza e não convém despertar a fúria dos nossos comendadores. Julgo que era este o artigo:
    http://www.theguardian.com/commentisfree/2012/jan/18/pays-tesco-ceo-wages-we-do
    Recuperei-o e fuçando descobri mais, maravilhado: o conceito de living wage, o salário mínimo necessário para viver decentemente.
    http://www.citizensuk.org/2014/06/citizens-uk-supports-shareaction-petition-calling-on-tesco-to-pay-its-staff-the-living-wage/
    E aqui, explicado:
    http://en.wikipedia.org/wiki/Living_wage
    Nunca vi isso ser cá reivindicado ou discutido como política pública, o que não admira. A pobreza, entre nós, é um assunto privado. É a filosofia do jonetismo, que em Portugal nasceu mais ou menos no dia a seguir à batalha de São Mamede. Tendo-se trabalho, devemos ajoelhar e dar graças e a coisa está tão enraizada que querendo levantar a cabeça para além da mediocridade, arriscamo-nos a vê-la cortada por um companheiro de desgraça. É por isso que o governo tem como grande avanço civilizacional e sua tarefa primeira e última em matéria de emprego e bem estar, a inauguração de um call center. Falar de salário mínimo já é arriscado; os nossos empreendedores dizem-me que neste preciso momento em que falei disto perderam-se três empregos. Mas falar de living wage, que vai para além do salário mínimo como aqui o conhecemos, é provocar visões do terror jacobino.
    Chegando aqui, lembrei-me que há de facto por ai uns doidos marginais ideologicamente arruinados que falam em “salário justo” e eu quero distância e sossego, que sou um cidadão respeitável.

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