“Vai ser um festim.”

Comentário do Carlos a este post:

1) Entre Fevereiro/2014 (quando foi anunciado os termos da fusão) e Junho (quando ainda não se sabia do empréstimo, as acções da Oi perderam cerca de 60% do valor e na altura não se falou de modificar os termos da fusão.

Sinal que não havia nenhuma clausula de salvaguarda de deterioração de activos. Se juntarmos a isto que o empréstimo foi feito antes da fusão, era responsabilidade da Oi confirmar a qualidade dos activos. Por isso, só muito dificilmente a fusão não avançará nos termos definidos em Fevereiro.

2) Zeinal Bava, o wonderboy, disse que nada sabia. Apertado pelos accionistas da Oi, lá afirmou que tinha conhecimento de 200 milhões de exposição. Já falta menos….

Veja-se também o gráfico a 10 anos da PT, quando o wonderboy tomou conta do forum picoas: passou a acção de 10 euros para os 2 euros. Um mimo de criação valor para o accionista. Para além disso transformou a acção da PT de uma blue chip (uma acção com baixa volatilidade, com muito peso no indice, de confiança, com muita liquidez, que se comporta quase como uma obrigação, onde até os fundos de pensões mais conservadores apostam), numa penny stock: alta volatilidade, sem estratégia, sem rumo onde normalmente apostam hedge funds de alto risco.

3) Os accionistas de referência da Oi estão no mesmo patamar de “ética de Governance” de Granadeiro: a Oi pediu empréstimos para pagar dividendos em Outubro, os principais accionistas da Oi venderam a descoberto acções da Oi (shortaram) antes do mercado tomar conhecimento do aumento de capital e depois recorreram ao mercado para reforçar através desse mesmo aumento os rácios de capital da empresa. Ganharam dividendos, ganharam no short (um aumento de capital atira sempre a cotação para baixo), conservaram o poder, pagaram os patos dos pequenos accionistas que foram ao aumento de capital. Ou seja, Granadeiro junto com esta malta na Corpco vai ser um festim

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6 pensamentos sobre ““Vai ser um festim.”

  1. Caríssimo Luís, e depois? A culpa é mesmo dos miseráveis, nojentos e abjectos funcionários públicos que consomem recursos financeiros tão necessários para o resgate dos banquinhos…
    Aposto dobro contra singelo que:
    1) a PT é reembolsada da totalidade do empréstimo à RioForte esta 5.ª, por causa da fusão “CorpCo”;
    2) o GES deixa de ser accionista do BES e entra em liquidação – lá se vão a Tranquilidade, a Opway, os Tivoli, os hospitais da Luz e de Loures, etc.;
    3) o Bradesco fica com a participação accionista do BES na PT;
    4) O Crédit Agricole fica com o BESI e a ESAF;
    5) o Nomura Securities fica com o resto…

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