Ah, pois, o Estado, o problema é o Estado.

A cultura de imobilidade e irresponsabilidade do funcionalismo público é que trama este país:

http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/telecomunicacoes/detalhe/granadeiro_explicou_problema_da_pt_ao_conselho.html

(“Não houve demissões na reunião do Conselho de Administração da Portugal Telecom que decorreu esta quinta-feira.”)

… para além das profundas deficiências de gestão e controle da função pública…

http://www.noticiasaominuto.com/economia/246741/zeinal-bava-jurou-que-nao-sabia-dos-879-milhoes

… e a premiação da incompetência na função pública:

http://www.jornaldenegocios.pt/especiais/weekend/detalhe/o_presente_de_14_milhoes_de_ricardo_salgado.html

E estamos a falar dos serviços da administração pública de topo e com melhores quadros. Nem imagino o que será por essas pequenas repartições públicas espalhadas pelo país.

Comentário do “caramelo” ao meu post anterior.

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22 pensamentos sobre “Ah, pois, o Estado, o problema é o Estado.

  1. Uma “bolsa de vulnerabilidade”, no Estado, é o Ministério Público, tanto lavar de roupa suja e nem um arguidozinho para mostrar na capa do Correio da Manhã…

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      1. O CM também não pode chatear os seu informadores mais dilectos, depois quem é que avisava os jornalistas onde iam ser as buscas…

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  2. 1) Entre Fevereiro/2014 (quando foi anunciado os termos da fusão) e Junho (quando ainda não se sabia do empréstimo, as acções da Oi perderam cerca de 60% do valor e na altura não se falou de modificar os termos da fusão.

    http://www.google.com/finance?chdnp=0&chdd=1&chds=1&chdv=1&chvs=maximized&chdeh=0&chfdeh=0&chdet=1401134160000&chddm=34547&chls=IntervalBasedLine&q=BVMF:OIBR3&ntsp=0&ei=7LDDU8G1A-P3wAPPk4HgDw

    Sinal que não havia nenhuma clausula de salvaguarda de deterioração de activos. Se juntarmos a isto que o empréstimo foi feito antes da fusão, era responsabilidade da Oi confirmar a qualidade dos activos. Por isso, só muito dificilmente a fusão não avançará nos termos definidos em Fevereiro.

    2) Zeinal Bava, o wonderboy, disse que nada sabia. Apertado pelos accionistas da Oi, lá afirmou que tinha conhecimento de 200 milhões de exposição. Já falta menos….
    http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/detalhe/zeinal_tera_jurado_que_nao_sabia_do_investimento_da_pt_na_rioforte.html

    Veja-se também o gráfico a 10 anos da PT, quando o wonderboy tomou conta do forum picoas: passou a acção de 10 euros para os 2 euros. Um mimo de criação valor para o accionista. Para além disso transformou a acção da PT de uma blue chip (uma acção com baixa volatilidade, com muito peso no indice, de confiança, com muita liquidez, que se comporta quase como uma obrigação, onde até os fundos de pensões mais conservadores apostam), numa penny stock: alta volatilidade, sem estratégia, sem rumo onde normalmente apostam hedge funds de alto risco.

    3) Os accionistas de referência da Oi estão no mesmo patamar de “ética de Governance” de Granadeiro: a Oi pediu empréstimos para pagar dividendos em Outubro, os principais accionistas da Oi venderam a descoberto acções da Oi (shortaram) antes do mercado tomar conhecimento do aumento de capital e depois recorreram ao mercado para reforçar através desse mesmo aumento os rácios de capital da empresa. Ganharam dividendos, ganharam no short (um aumento de capital atira sempre a cotação para baixo), conservaram o poder, pagaram os patos dos pequenos accionistas que foram ao aumento de capital. Ou seja, Granadeiro junto com esta malta na Corpco vai ser um festim

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    1. Dentro do ponto 3 há mais.

      Veja-se a imprensa, publicando por baixo do radar e sem explicar muito, http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/detalhe/controladores_da_oi_vendem_accoes_diz_jornal_brasileiro.html , o original no Brasil http://veja.abril.com.br/noticia/economia/controladores-da-oi-venderam-acoes-em-junho-diz-cvm .

      Ou seja, as “virgens ofendidas” brasileiras, pelo que está nas notícias, terão, alegadamente (fica bem e eu não quero chatices), violado o compromisso de lock-up, incluido no prospecto de aumento de capital da Oi.

      Isto é tudo gente fina… Teremos, como diz o Carlos, um festim, à custa dos do costume, como é evidente.

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