Certo.

No telejornal da SIC, Vitor Bento é apresentado como independente. Sem dúvida. Tão independente como Maria João Avillez ou Marques Mendes. Apesar do faux pas, devemos reconhecer que as incursões do PSD na banca têm produzido excelentes resultados.

 

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35 pensamentos sobre “Certo.

    1. A imprensa económico, nomeadamente o Económico derrete-se no elogio, ao homem que veio debaixo, http://economico.sapo.pt/noticias/do-balcao-do-montepio-a-lideranca-do-bes_196962.html .

      O único jornal, propriedade de Álvaro Sobrinho, que diz o óbvio é o i http://www.ionline.pt/artigos/dinheiro/homens-confianca-governo-cavaco-frente-bes/pag/-1 .

      Nem sequer vou falar sobre Moreira Rato que dirigiu o IGCP que validou os swaps da Miss Swaps…

      Eu gostava de saber se a licença sem vencimento se mantém http://www.publico.pt/economia/noticia/be-questiona-promocao-por-merito-de-vitor-bento-no-banco-de-portugal-ha-oito-anos-de-licenca-sem-vencimento-1329023

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      1. Ah, antes que me esqueça, se a reestruturação http://pedrolains.typepad.com/pedrolains/2014/07/ironias.html não correr bem e outras coisas também não, o Bento pode não estar benzido que chegue http://www.ft.com/intl/cms/s/0/fab4f5a4-02a5-11e4-a68d-00144feab7de.html#axzz36aBFIy3v , o pior cenário é um buraco de 4,3 mil milhões de euros. Isto implicaria novo aumento de capital, cerca de 4 mil milhões de euros (BPN rings a bell?) para cumprir os rácios de solvabilidade…

        Aguardo serenamente que todos os que falaram em golpe de estado no BCP, se pronunciem sobre o BES. Quero ver se há mais almas indignas com a intolerável interferência do poder político no “mercado”…

        Luís agradeço a sua paciência para as minhas obsessões, como sabe o BES é uma das minhas piores 🙂

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          1. Folgo em sabê-lo.

            Sabe o que me deixa mais angustiado é a qualidade da nossa imprensa, ou melhor o seu “respeitinho” pelo que poderíamos chamar o “regime” ou “sistema”. Só quando a procissão vai no adro é que os jornais começam a divulgar os factos.

            A imprensa económica piorou, sobretudo o Negócios, após a saída de Pedro Santos Guerreiro (PSG), não foi à toa que Ricardo Salgado escolheu ser entrevistado por este jornal logo após as primeiras deflagrações. Não é de estranhar que o Expresso e também o Público fizessem sair os detalhes mais sumarentos, com o Negócios (via Celso Filipe, mera suposição minha) a tratar da Angola connection.

            Não raras vezes, discordo daquilo que PSG escreve, mas, e isso tem de ser salientado, é frontal e chama “os bois pelos nomes”. No Expresso deste Sábado http://expresso.sapo.pt/o-banco-verde-e-laranja=f879391 , com os elogios da praxe ao novo CEO do BES, PSG questiona: “Mas… um cavaquista como CEO, um ex-deputado do PSD como chairman, um administrador financeiro da confiança de Maria Luís, com um governador social-democrata… Porque tinham de alambazar-se? Caramba, depois do brilharete de Passos na semana passada… Porquê? A escolha de Vítor Bento resolvia o problema reputacional, escusavam de criar outro.”

            O porquê, seria o mesmo da tomada do BCP, é simplesmente porque está na natureza dos políticos tomar o máximo de poder possível e a concessão de crédito, bem como a intermediação financeira, dão muito jeitinho http://expresso.sapo.pt/vara-nega-responsabilidade-no-corte-de-credito-ao-sol=f566260

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              1. As atitudes “winner takes all” sempre me pareceram contraproducentes.

                No passado havia mais SEE (sector empresarial do Estado), agora, com as privatizações em curso, é um espaço cada vez mas exíguo…

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  1. Sobre a questão da PT, que está metida no imbróglio GES, que não é de somenos importância eis o que se escreve do outro lado do Atlântico:

    http://veja.abril.com.br/blog/mercados/telecom-tecnologia-e-internet/oi-portugal-telecom-fundos-internacionais-querem-rever-termos-da-fusao/

    http://veja.abril.com.br/blog/mercados/telecom-tecnologia-e-internet/oi-portugal-telecom-lei-do-silencio-nos-bancos/

    Como diria o Coronel Nascimento, do filme Tropa de Elite, “Um equilíbrio instável, que pode ser abalado pela menor das brisas. E naquela sexta-feira, ventou forte no Babilônia!”

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    1. Sim, mas todos esses artigos partem de um pressuposto básico, que em minha opinião está errado: a de que a administração da Oi não sabia do empréstimo. Quando se faz uma fusão não se pergunta quanta tesouraria tens na tua empresa. Pede-se extractos dos 10 anos anteriores auditados por uma entidade independente (delloite, etc), com justificação para os movimentos efectuados. Que eles estejam a fazer bluff para conseguir reduzir a posição da PT e com isso ganhar poder na futura Corpco, pois temos pena, mas é negócio. Um negócio aliás provocado por uma burrice/estupidez imensa de Granadeiro que deu o flanco e agora sujeita-se à pancada. Ele não, os accionistas. Que Bava e a administração da Oi nada sabiam…tretas.

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      1. A Oi está meramente a sacudir a água do capote, devido à questão dos processos judiciais, que poderão ser lançados pelos fundos de investimento internacionais, participantes na operação (de aumento de capital da Oi , para permitir a fusão), como há jurisdição americana, simplificando, “a coisa pia mais fino” daí o radio silence a ser imposto nos bancos.

        Os brasileiros da Oi estão a fazer, a meu ver, duas coisas: dar a entender que fizeram o due dilligence (sem saber devidamente, o que se passava na Rioforte/GES, risível na verdade) e tentar encolher a participação da PT na Corpco.

        A prova de que a avaliação está em andamento, ou o controlo de danos, é, referenciado no segundo link, o despacho do head risk manager, um “top dog”, de um dos bancos líderes, do sindicato bancário, para Lisboa…

        Como diria o outro its still Ongoing…

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  2. Caro Luís, regozijemo-nos por Vítor Bento (que sempre dirigiu monopólios, ou quase) ser nomeado para um cargo visivelmente acima das suas possibilidades…
    Quanto ao acto de Henrique Granadeiro, tal diz muito acerca das tão propaladas capacidade e excelência de gestão do grupo PT: como é possível a um presidente não-executivo dar uma ordem em matéria que, em princípio, não é da sua competência (pois para isso é suposto existir um CA e um CFO, como agora se bolsa…) e ser caninamente obedecido? Assim se conclui que o grupo PT não tem qualquer controlo interno; mais uma consequência de décadas de monopólio, só quebrado pela Eng.ª Isabel dos Santos…

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      1. Os jornais agora dedicam-se a noticiar os resultados, não tanto a descobrir e discutir as causas e eventuais autores dos estragos.

        A nossa elite empresarial/bancária/económica (riscar o que não interessa) é constituída por pessoas da maior probidade, acima de qualquer suspeita ou de um/uma qualquer “reles” jornalista de investigação (espécie em vias de extinção, na imprensa nacional).

        As pessoas de pedigree não fazem caca… Isso são os pobrezinhos…

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          1. Caríssimo Luís, e a trabalheira que deu ao nosso profeta dominical não mencionar uma única vez a minha antiga professora-assistente de Direito das Obrigações, Rita do Amaral Cabral, sua (dele) namorada/companheira/e etc. que também é administradora em empresas do GES?
            O quanto deve estar arrependido o Dr. José Maria Espírtito Santo Ricciardi das suas recentes entrevistas mediáticas: não há off-shore que aguente…

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  3. Agora, como numa boa peça de teatro, entra em cena o regulador brasileiro http://www.dinheirovivo.pt/Empresas/Telecom/interior.aspx?content_id=4013715 .

    A Anacom, liderada pela, agora vou ser mauzinho, Fatinha da UCP não parece estar preocupada… Mas a Anacom já nos tinha habituado a um bom trabalho, a proteger os consumidores e fomentar a concorrência, no mercado de telecomunicações http://www.teletime.com.br/12/08/2013/comissao-europeia-reprova-medidas-dos-reguladores-italianos-e-portugueses/tt/350763/news.aspx

    Ainda está por determinar se é farsa, tragédia ou uma ópera bufa dados os tenores envoilvidos…

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              1. A chamada de Zeinal Bava http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/economia/caso-oiportugal-telecom-zeinal-foi-chamado-as-falas/ aos accionista de referência, brasileiros, da Oi também não teve eco por cá, porque será…

                Zeinal deve ter tido um momento do tipo Capitu traiu ou não traiu, o dever fiduciário, para com os accionistas…

                E por falar em conflito de interesses http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/banca___financas/detalhe/banque_privee_tem_quatro_gestores_em_comum_com_esi.html são coisas que já vêm nos anais http://www.ft.com/intl/cms/s/0/21b52478-068c-11e4-ba32-00144feab7de.html?siteedition=intl#axzz36mCboSbS

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    1. O supervisor financeiro suíço já está atento ao caso dos clientes do Banque Priveé Espiríto Santo que, em bom português, estão a arder com a massa http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/banca___financas/detalhe/supervisor_bancario_suico_atento_ao_banque_privee_espirito_santo.html

      Veremos se o Patrick irá para o Conselho estratégico ou não http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/banca___financas/detalhe/patrick_monteiro_de_barros_abandona_administracao_do_esfg.html

      Já, em modo mauzinho, o sr. do bigode, ao contrário do noticiado, não irá continuar na CE do BES http://www.dinheirovivo.pt/mercados/banca/interior.aspx?content_id=4013393&page=-1 . Nicolau Santos chamou-lhe ontem, no Expresso diário, cavalo de Tróia. Ora, eu a pensar que os Espíritos era mais Comporta e Praia do Pego…

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