Sortido rico.

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1. Um poeta americano viu o jogo Portugal-Alemanha num ecrã gigante em Nova Iorque. Sim, e a The Paris Review publicou.

On the screen, we watched as Germany took apart Portugal. The Portuguese team exhibited their typical flaws: an overreliance on hierarchy and on their best player; a rash of madness by their most hotheaded player, which led to his ejection; a lack of belief against a team with a higher pedigree. The German team, on the other hand, exhibited their typical strengths: you know, German stuff. They won 4-0.

2. Morreu o cartonista Barsotti. A New Yorker homenageia-o. A imagem deste post pertence-lhe.

3. Como é ser um best seller digital? Uma merda, escreve Tony Horwitz no New York Times.

4. O que as marcas que você escolhe revelam sobre as suas opções políticas. Na Salon.

5. Está a começar o derby Itália-Alemanha, agora nas finanças da zona Euro. Munchau analisa. Enquanto a Europa muda, Passos Coelho e Anibal observam os passarinhos.

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16 pensamentos sobre “Sortido rico.

  1. Hilariante o terceiro texto, a saga dos autores digitais perdidos na nuvem de bits gratuitos e fáceis de consumir, como aquele, hãã, o primeiro, o do typical asshole que vê um jogo de futebol e faz um typical desfile etnográfico de dois paises. O alemão que reagiu ao encosto de cabeça do Pepe como se lhe tivesse caído um piano em cima, chumba miseravelmente no exame em german stuffery e vai ser exilado para Alfama. A Cláudia Schifer faz isso a vender carros da Opel, mas a brincar e com pinta: listen carrrefully, we gerrrmans have no sense of humorrr, that’s why we make strrrong and very serrious carrs. Fuck me harrd, swines (adaptação livre, não vale a pena confirmar)

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    1. Compreenda que não é fácil para um americano, ainda por cima de Brooklin, e ainda por cima poeta, fugir aos estereótipos étnicos e categorizações rudimentares quando analisa um desporto para meninas. A prova disso é que ele nem topou a, hã, ambiguidade sexual de Cristiano Ronaldo — no que se parece bastante com os próprios analistas portugueses.

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      1. Então, e que autoridade tem um pobre de um poeta de Brooklin em matéria de desportos para meninas? Quando vai jogar futebol americano com os amigos poetas num quadradito no meio dos prédios coloca um capacete, como aqui fazem a alguns putos que andam sempre a cair de cabeça. Claro que assim o Pepe só com um tronco de cerejeira lhe provocaria algum traumatismo. É por estas e por outras que é nossa obrigação trolá-los; é o que eu faço.

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        1. “futebol americano com os amigos poetas num quadradito no meio dos prédios”

          A menina quererá certamente dizer basquetebol, não futebol americano. Esse é que se pratica entre prédios, enquanto os homens brancos passam ao largo.

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  2. Enquanto os Antónios lutam http://observador.pt/2014/06/26/seguro-contra-tralha-socratica/ o Governo vai tratando dos negócios:

    http://economico.sapo.pt/noticias/governo-antecipa-saida-dos-ctt_196357.html , Adeus CTT (o Orçamento sentirá a falta dos teus lucros, os credores, escritórios de advogados e bancos de investimento agradecem as massas em honorários e comissões)

    http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/energia/detalhe/edp_admite_investir_no_reforco_dos_seus_parques_eolicos_em_portugal.html mais uns cobres para a EDP, mas atenção o Sócrates é que desgraçou isto com as ventoinhas maléficas. Para dar uma ideia do bónus é pago a 60 €/MWh energia que, no mercado grossista de electricidade, custa em média

    http://economico.sapo.pt/noticias/governo-pode-vender-direito-a-entrar-no-capital-dos-bancos-que-usem-creditos-fiscais_196354.html

    e nem sequer, por sombras, se pense que de tudo isto possa resultar encargos para os portugueses pagarem http://pedrolains.typepad.com/pedrolains/2014/06/n%C3%A3o-h%C3%A1-dinheiro.html isso seriam ideias descabidas…

    Temos também, depois da lista negra dos devedores, a lista negra dos jornalistas, que coitados já não têm grande fama, http://observador.pt/2014/06/26/jornalista-alemao-queixa-se-de-censura-ao-ministro-da-presidencia-portugues/

    Ai oposição de jeito, quanta falta fazes…

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  3. Esqueci-me de completar:

    Para dar uma ideia do bónus é pago a 60 €/MWh energia que, no mercado grossista de electricidade, custa em média 44.66 €/MWh (média aritmética de 2009-2013).

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  4. Tenho estado calado a aprender com o Leitor. Portugal é mesmo um mercado muito lucrativo para a energia elétrica, por exemplo. Mas há outro fator, para além desse dos bónus. O Eurostat diz que 90% dos portugueses prefere passar férias no seu próprio país, ao contrário de outros povos (http://observador.pt/2014/06/27/portugueses-foram-dos-que-mais-fizeram-ferias-ca-dentro). Veio cá um eurostater e perguntou: quem quer aproveitar uma promoção de férias num país com praias de areia fina cheias de inglesas bêbadas e serviço de alojamento com boa comida caseira? Eu, eu, eu. Muito bem, quase todos escolhem Portugal e dois estavam distraidos. Estou a brincar. Na verdade, cada um dos portugueses nascidos desde a fundação, enquanto não lhe são amputadas as pernas por gangrena, tem aproveitado as férias para descobrir o seu país, incluindo a rota dos enchidos e das ervas medicinais, que é interminável. Como é que se abandona um país em que saindo-se da porta de casa se topa logo com ervas que eliminam desde a calvície aos virús informáticos? Sai-se para o estrangeiro e aquilo só tem ervas de onde saltam macacos e touros bravos. Mais do que isso, feliz e inclusivamente, estamos a dar cada vez mais valor à descoberta dos cantos das nossas casas. Ausenda, descobri mais um interessante fungo na cave. Faz as malas que vamos lá acampar com os miúdos. De forma que, e fico-me por aqui, obrigado, passando cá as férias consumimos mais energia doméstica do que qualquer outro povo. Cada um de nós munido de um grelhador na varanda é um guerreiro da batalha da energia. Isto é um maná para os chineses, pudera. Também somos o povo que mais lhes compra óculos de bom design, que eles insistem em vender por dois paus e quinhentos. Portanto, e já estou quase na fronteira e agora é que paro, não vamos acender interruptores para além de vilar formoso, para dar lucro aos chineses dos outros. A não ser, como sempre aconteceu, que insistam muito em aproveitar o nosso empreendedorismo e nesse caso lá vamos.

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