Era tão bom rapaz.

Vinha aqui, com a mulher, aos domingos, já muito magrinho, e dizia faz favor e obrigado. Quando o Sporting ganhou vi-o sorrir pela última vez, enquanto mexia a chávena do garoto como só ele sabia fazer. Entre as pessoas do bairro, era a única que transportava um saquinho de plástico para apanhar o cocó do cão. Há trinta e três anos que jogava o mesmo número no totoloto, Mizete. E a chamuça do dia anterior era sempre para ele, por causa dos dentes. A morte leva os bons e os maus, ninguém fica cá para semente.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s