França.

Agora que o derby dos dedinhos espetados já opôs os defensores dos emigrantes aos campeões  do sionismo vale muito a pena ler dois textos de Rui Tavares e Ferreira Fernandes sobre os assassinatos de Toulouse.

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19 pensamentos sobre “França.

  1. Os militares mortos serem de origem magrebina só confunde os que querem ser confundidos: eram militares ao serviço de uma França “anti-islâmica e pró-sionista”, ou seja, ainda mais cães.
    Está sempre a acontecer. No Afeganistão morrem diariamente dezenas de afegãos às mãos dos taliban.

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  2. Os afegãos têm sido anti muita coisa: anti-russos, ainti-ingleses, etc. como sabes bem.
    A coisa não é essa. Havia negros nos aviões do 11/9, não havia? No entanto qualquer infraescolarizado sabe que os EUA são considerados os cães de guarda dos sionistas.. Lerparam negros, hindus, mulatos etc.

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    1. Já vi que leste o texto do Rui Tavares e não percebo porque te chocou tanto. Ou melhor, talvez perceba: na tua cabeça a coisa era crime anti-semita e acabava-se logo a conversa. A ideia de um crime racial mais abrangente perturba-te (apesar dos exemplos que ele dá de outros ataques cometidos contra turcos, etc), porque não encaixa no roteiro de uma perseguição histórica e actual contra os judeus. Só que esse roteiro é muito redutor, claro.

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  3. Ó pá não é racial, irra: é contra tudo o que se oponha aos puros, contra os cafres. Os magrebinos eram s-o-l-d-a-d-o-s franceses.
    Dava-te jeito que eu ganhasse o torneio sionista, mas hoje não estou para aí virado, estou à espera dos tempos que aí vêm…

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    1. Pois eram, s-o-l-d-a-d-o-s. Mas por uma notável coincidência nenhum era loiro ou tinha os olhos azuis. Isto quer dizer que, na perspectiva de um cafre, a raça gaulesa é amiga do profeta? Ou antes que na perspectiva do gajo é melhor arrebentar com pretos, árabes “traidores” e judeus de uma vez só? Como és psicólogo tentas meter-te na cabeça dos tipos e lixas-te, penso eu de que.

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  4. Acho que o Rui Tavares tem razão ao convidar-nos a fazer a reflexão: é louco porquê? Que orientação, que influências sociais e mediáticas tem a sua loucura? Daqui outra reflexão: ninguém está acima da loucura porque não é louco ou julga que não o é. Enfim, só os loucos.

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  5. Fiquei confuso :
    Há dias um sargento americano saiu calmamente do seu aquartelamento no Afganistão e assassinou friamente perto de vinte civis ,incluindo nove crianças.
    Ele,o assassino ,taliban não era e as vitimas , s-o-l-d-a-d-o-s também não.
    FNV tem certamente uma explicação lógica para o acontecido .Não serei certamente o único a aguarda-la com ansiedade.
    Em todo o caso acho inutil procurar razões para aquilo que Hannah Arendt chamou “A banalidade do mal”. Para um intelectual isso é assustador ?Aceito que sim ,mas é o mundo em que vivemos.
    manuel.m

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  6. E qual é uma das soluções de Sarkozy para prevenir que isto suceda? Esta: «Toute personne qui consultera de manière habituelle des sites Internet qui font l’apologie du terrorisme ou qui appellent à la haine sera punie pénalement». Enfim.

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      1. Acho que usa cunha. Ter uma mulher mais alta é pior que …tudo aquilo que andam a falar aqui.
        Pois! Há democracia, liberdade, igualdade.
        Não há racismo nem discriminação.
        A diferença é aceite e esperada.
        Nunca o preconceito nos cega.

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  7. Manuel M. e LMJ ( que assina por baixo):
    É, portanto, tudo igual. Um tipo que se diz ligado à alQaeda mata 3 soldados franceses e 4 pencudos é igual a um motorista do Kansas que mata 7 numa bomba de gasolina.
    Continuai, perseverai…

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  8. Luis Jorge, colocar lado a lado os textos do FF e do RT, dando razão aos dois, não tem sentido. Um tenta compreender, dar um bocado de racionalidade à loucura, o outro diz que não vale a pena (o que é mais ou menos o que diz o manuel.m.) O FF já teve melhores dias, esse é um texto preguiçoso e inútil. Fica na habitual categoria do “muito bem escrito”. O tipo gosta de matar? Terá, quando muito, gostado de matar aquelas pessoas, não outras, e mesmo o “gostar” naquele contexto é discutível. Mais provavelmente, terá sentido que “devia” matar aquelas pessoas. Mais proveito retira-se das informações do burocrata porta voz da policia de Toulouse. A quem gosta de matar, interna-se num quarto almofadado..
    O que fez o do Toulouse não é igual ao que fez o soldado americano no Afeganistão ou o tipo do Kansas de que fala o FNV. Nisso dou razão ao FNV. Ou de quem mata no meio do transito num dia de raiva Talvez seja stress de guerra (isso existe), frustação extrema, talvez estivesse farto daquela gente e passou-se dos pirulitos. Para tudo há uma razão. Mas até ver, nada permite suspeitar que se moveu por motivos religiosos ou étnicos.
    Já leu o texto da Fernanda Câncio? Também não está mal. A insuportável categorização do “anti-semitismo” como classe à parte. Em Moscovo, nesse planeta ignorado para lá dos Urais, todos os dias os radicais nacionalistas eslavos e neo-nazis (uma só aparente salganhada), espancam e matam muçulmanos das antigas repúblicas soviéticas ou estudantes africanos. Há um vídeo aterrador na net em que rapazes e raparigas russas defendem sorridentes e tranquilos (e impunes) que se matem crianças dessas raças sujas e inferiores para não infetarem a sociedade russa.

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    1. Citar dois textos não é dar razão a ambos, caramelo. Por acaso julgo que o do Rui Tavares é mais interessante que o outro. E sim, o texto da Câncio agarra bem o fenómeno — essa histeria, nem sempre despropositada mas muitas vezes oportunista do “agarra que é anti-semita”.

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