Paris é cara.

Uma testemunha confirmou ter ouvido o arguido Manuel Pedro dizer, por volta de 2004, que tinha pago 500 mil contos, cerca de dois milhões e meio de euros, a José Sócrates para que o empreendimento de Alcochete fosse aprovado pelo Ministério do Ambiente.

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17 pensamentos sobre “Paris é cara.

  1. 500 mil contos a juros compostos dão pelo menos uns 3 milhões e meio

    Más línguas dizem que Soares tirou da Emaudio muito mais e das con sultadorias e vendas de terrenos

    fez mais que Sousa Cintra com os dinheiros do ex-patrão no All Garve

    Grandes homens têm sempre os seus detractores

    pequenos homens têm casas na praia da coelha e 140 mil em eurobondes via BPN…

    iste nunca ninguém fica satisfeyto com a sorte dos outros

    nem todos podemos ganhar o eurromilhões

    o escudosmilhões em breve virão em notas de milhão de réis e quiçá de bilião de réis é só durar até 2050 ou 2099 ou ir pró zimbabué pra viver como milionário ou trilionário

    tamém pode imprimir notas

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  2. Luís, então não sabe que levantar o tema do modo de subsistência de José Sócrates em Paris é «baixaria»?

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    1. Subsistência, Lourenço? 2.5 milhões no XVIème não dão para os cafés. Um espírito empreendedor, se quiser subsistir, tem de dedicar-se à venda de computadores baratos, à recuperação um pouco inflacionada das escolas portuguesas e, claro, às parcerias público-privadas. Depois é que pode ir ao Le Bon Marché.

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      1. Luís Jorge, devemos ser um dos poucos países da Europa que vê com assombro e desconfiança um seu ex-governante a viver no XVIéme, que nem é o arrondissement mais caro. Eu sei de investigações parecidas quando gajos como o Bokassa compram mansões na Ile S Louis ou na Avenue Foch. Quando o gajo comprar esta casinha, eu começo a desconfiar:

        http://www.propgoluxury.com/EN/PropertyNews/Paris-Ile-de-France/1419-Paris-Mansion-for-sale-140-Million.html

        Depois de tantos anos como ministro e PM, qualquer um pode beber todos os dias um café numa esplanada do XVIém e até arrisco que pode pedir também um croissant, sem precisar de se sujar. Para outros, não será tão fácil. Há mais vinte anos, quando era miúdo, pedi uma cerveja numa esplanada finória ali ao pé das oficinas de costura e arranjos de roupa, e andei o resto das férias a contar tostões para a viagem de volta e a beber as minhas cervejas ao fim da tarde num arrondissement dos proletas, onde estava alojado. Mas estive mais de uma hora a ver gajas boas e a cheirar bem, mai nada.

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          1. Luis Jorge, temos assim que nem com cinco ou seis mil por mês, mais o que poupou e investiu em mais de vinte anos de funções como secretário de estado, ministro, deputado e pm, o homem conseguiria viver no já mitico arrondissement. Eu tenho vergonha de termos um pm nessas condições, sinceramente. Quando o gajo tiver de devolver os milhões que recebeu dos sucateiros, eu arranjo-lhe um apartamento de rés do chão de duas divisões e meia na Porte d’Italie, no bairro dos chineses. Tem ao lado um talho de carne de cavalo muito em conta (não é tão dura quanto possa parecer).
            Quanto à não rererência ao link, é porque não estava bem a ver que ligação tinha com a vida no arrondissement. Mas já começo a pensar que seria melhor um procurador público corajoso, mandar a Interpol investigar as french connections. É pôr o inspector clouseau a seguir o tipo.

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              1. Ah, oui? O DN diz que foi 500 mil euros, o Publico 500 mil contos, com base numa testemunha que afinal não sabe se contos, se euros, entre outras trapalhadas (o ionline está engraçado, é ler) Convinha assentar, pois dans le 16éme, avec 500 000 euros vous pouvez acheter un apartement trois piéces, deux chambres. Avec 2 500 000, vou aurez un apartment avec 6 piéces, 4 chambres,.2 salle de bains, sur deus niveaux, avec um jardim particulier. Donc, que sais-je?… Podia até viver debaixo da pont neuf e todos os dias almoçar e jantar num três estrelas michelin e dormir a sesta no Ritz, que teria na mesma de ter uma pipa de massa.

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  3. E se assim for, tudo bate certo meu caro. A vocação pela reflexão (hoje filosófica) já dava sinais naquela altura – ao conjugar na forma reflexiva o verbo governar.

    Vamos a ver se ao jugular lhe dão parto de Dryfus pela segunda vez .

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      1. Isso quer dizer que quando o próprio Sarkozy sair do eliseu é melhor passar rapidamente através do arrondissement, sem parar 😉 Nem como porteira lá sobrevive. Estou cada vez mais fascinado com o arrondissement.

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  4. Luis Jorge, não estou a fazer uma tese sobre corrupção. Apenas tento descobrir qual o rendimento suficiente para viver no 16éme, que é um assunto que dá pano para mangas, até porque sabemos que mesmo no 16éme há classes, e que viver num apartamento de certa tipologia nalgumas ruas, não é o mesmo que viver num dos condomínios fechados de mansões que por lá existem. Quanto à vida particular do Socrates, se é corrupto, se não é, não sei nada (“há gente para tudo”, até para não saber isso). O CM que se ponha em campo. Ficaremos certamente a saber mais do que com esse tal link. Qual o preço ou renda do apartamento, quais os locais onde ele vai tomar café e as refeições, lojas de roupa, antiquários e mercearias, para se saber quais são os seus gastos mensais. Arranjará o CM maneira de até saber junto de um garçon ou maitre amigo quais são as despesas que ele paga ou não paga. Isso é serviço público e estamos todos a salivar de expectativa. Já li num blogue diligente que o Socrates paga “certamente” almoços a grupos selectos em restaurantes de luxo.

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