Kremlinologia.

A crítica exigente mas tolerante, libertária mas responsável e oportuna mas de longo alcance (ou coisa do género) que Tó Zé Seguro dedicou ao memorando de entendimento assinado há meses pelo seu partido valeu-lhe uma espécie de trégua com os despojos parlamentares do socratismo.

Por coincidência, a aproximação ocorre no momento em que António Costa publica o seu livrinho, papagueia as boas contas do mandato camarário e se consome em entrevistas aos jornais.

Em tom de ataque preventivo, a blogosfera alinhada com o filósofo do XVIème já fez notar que Lisboa é agora uma cidade em ruínas. O monhé que não se ponha com ideias.

Sócrates regressa, limpo e regenerado, daqui a dois anos.

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16 pensamentos sobre “Kremlinologia.

  1. Isto vai ser muito interessante: Costa vai ter de saltar para dentro da piscina antes de haver a garantia de que Passos não será reeleito. E em política não há impossíveis, as medidas de “suavização” do acordo podem muito bem cair no colo da campanha de 2015. Isto vai ser muito interessante.

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    1. O elo mais fraco (o Tó Zé, claro) deve ser corrido depois de umas eleições intercalares. Eu diria que as perspectivas do Costa nunca serão melhores que isto. O Sócas pode espernear com o seu notável talento e a seita dele há-de dar que fazer aos rivais, mas o país não o quer outra vez nem pintado e um golpe de estado partidário não deve ser coisa muito fácil.

      Quanto ao Passos: para se safar tem de baixar o desemprego e inverter a conjuntura. Isto não vai lá só com “suavizações” e modos de bom aluno, porque as pessoas estão fartas e têm toda a a razão.

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      1. Exacto, Luís, o que digo é que é bem possível que, se a partir de 2013 o nó no pescoço do governo começar a apresentar sinais de estar a ficar mais solto, então pode muito acontecer que os indicadores de 2014 comecem a mostrar alguma “recuperação”. Aliás, esta ideia de que Passos está a «ir além da troika» pode ser explicada por esse objectivo: o eleitorado tem a memória curtíssima.

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  2. Essa de Passos pretender fazer uma maquilhagem de indicadores, com esta de ir além da troika, parece-me jogada tremendamente rebuscada. Até porque a coisa não é tão previsível assim, se tivermos em conta o período de tempo envolvido e a incerteza da situação externa.

    Quanto a Sócrates, não tenho dúvidas de que tentará um regresso. Assim como Santana.

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  3. Pense bem, Luís…. Sócrates a primeiro-ministro, Santana Lopes na presidência… o potencial ajavardante da combinação. Uma dupla digna de qualquer ataque de Jorge Jesus, digo eu.

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