Terapia (1).

Não tenho muita consciência do perigo.  Os amores e os ódios parecem-me voláteis. Julgo quase sempre que as pessoas são singelas – não bondosas, claro – a expor o que sentem.  Quando alguém se manifesta em erupções tardias, surpreendo-me. Só há pouco dei por Aqueles Que Nos Olham De Soslaio. Os que se escondem entre as folhas enquanto nos banhamos num charco.

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8 pensamentos sobre “Terapia (1).

  1. Tu e eu, meu caro, nada temos em comum no que defendemos e sequer no como pensamos. No entanto, desde a primeira hora, digo que gosto de ti e digo-o de olhar directo e franco.

    Sim, eu sei que sou um proverbial pateta. I don’t care.

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  2. Também tenho uma grande dificuldade em imaginar vilezas sérias entre os que me rodeiam. Não entendo o grande Mal, as suas compensações. É a parte boa de se ser um suicida, o desprendimento.

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  3. “Não tenho” nenhuma “consciência do perigo”. Ódios (não tenho). “Os amores parecem-me voláteis”, antes voláteis do que tipo sexo tântrico. Resolvi não ser bondosa, claro. Aqueles Que Nos Olham De Soslaio têm no meu caso 2 trabalhos, olhar e deixar de olhar. Se há qualidade/defeito que eu tenho é a minha completa coragem de dizer aquilo que penso não importa o que perca com isso, apesar de me importar perder.

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  4. Ontem, ia a sair de casa e de com um olhar de soslaio. A vizinha, da frente, por detrás da cortina, não tirou os olhos de mim. Há muito que não apanhava um flagra de soslaio 🙂

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