Tenho chegado tarde a casa e publicado em cinco minutos umas merdas enjorcadas que me irritam no dia seguinte. A escrita na blogosfera precisa de apuro estilístico,  o que para mim é um sinónimo de tempo. Como se pode deduzir dos textos anteriores, a indignação não o substitui. Solução: ler menos jornais. Escrever devagar. Dedicar uma indiferença olímpica aos leitores. Talvez haja uma idade em que nos tornamos egoístas.

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55 pensamentos sobre “

    1. Lol. Estou cansado da bloga. Quando fico cansado torno-me irritável. Quando fico irritável preciso de escrever. Quando escrevo irritado, ou escrevo melhor (com tempo) ou pior que o costume. Está a perceber o problema.

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      1. Sim, estou. Porém, não lhe posso dar conselhos — não só não escrevo nada de especial como dificilmente será mais irritável do que eu. Em todo o caso, acho que dedicar uma “indiferença olímpica” aos leitores não é a melhor solução — com alguns (não falo de mim, evidentemente) até poderá melhorar.

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        1. Ó Luís, não era minha intenção chamar-lhe pedante; o acto de ignorar é que revela pedância. Reformulo: «Seria apenas pedância — nada mais.» É uma subtiliza, mas penso que faz toda a diferença e corresponde ao que eu queria efectivamente escrever.

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  1. Boa escolha – este novo template. Um post de cada vez vai potenciar esse tratamento mais elaborado de que o Luís fala.

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  2. Ler jornais, só a cada dois meses, para confirmar que havia tomado a decisão correcta. É compreensível e – concedo – desejável a indiferença olímpica pelos leitores. Ajunte-lhe os jornais e será mais feliz.

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      1. A minha mulher discorda (profundamente). O template está bonito, mas todos os anteriores também eram catitas. Quando diz que “a escrita na blogosfera precisa de apuro estilístico” está a ser irónico? Nem todos aplicam os seus padrões de exigência estilística, pelo contrário…. por essa bloga fora, abunda a gritaria pacóvia em estilo cavernícola. Longe si, Luís, longe de si.

        Já leu Cioran? Deve ter lá alguma laracha relacionando idade e egoísmo.

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  3. Umas merdas mal enjorcadas podem encerrar muita arte. A arte de mal enjorcar está muito subavaliada. Muitas vezes, o que sai aos turbilhões tem muito mais força. Apesar dos males do estilo.

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      1. Acho que só queria dizer que demasiada preocupação com o estilo é meio caminho andado para o estilo soar a artificial. Gosto do estilo do Luís como o tem jorrado por aqui, mas percebo que esta minha opinião seja recebida com uma indiferença olímpica.

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  4. Indiferença olímpica não é necessariamente sinónimo de desrespeito, antes pelo contrário. A indiferença (o ‘olímpico’ tem sobretudo a ver com o dito apuro estilístico) irá no sentido de não se sentir pressão, de sempre se sentir a liberdade que é ter um blogue seu, sem obrigação, creio. Se assim for os leitores agradecem. Se não agradecerem, vão ler outros… blogues.
    Joana

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  5. Que é que se passa aqui? Isto parece um daqueles blogs finórios de poesia ou máximas à Paulo Coelho. Medo de falar em público? Há uma técnica: é imaginar que está tudo nú na plateia. Se não estiver presente ninguém da família mais próxima, dá mais resultado. A outra opção é apontar power points com uma varinha, tipo colocar fotografias de Veneza. Nesse caso, pode até o apresentador estar nú, que ninguém nota. Mas é um bocado aborrecido. Luís Jorge, para cinco minutos à noite, estava com muito estilo. Vou anexar sub-repticiamente um anexo na petição contra o Cavaco na AR, para que o blogue fique como estava.

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  6. esqueci-me de acrescentar. esta coisa de só ver um post de cada chateia-me. eu sei. a indiferença olímpica e tal… mas que tal guardar isso só para os conteúdos e não para a forma? (se me é permitida a distinção, sem levar logo com um calhamaço de filosofia em cima)

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    1. A sua alusão aos calhamaços de filosofia recorda-me uma troca de comentários recente. Fugi logo dali. Quanto aos posts isolados, faço sempre isso quando quero mudar de tom. depois a coisa cresce.

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  7. Já não se pode trabalhar que quando regressamos a “vida” já mudou.
    Talvez haja uma idade em que nos tornamos egoístas. Há: quando envelhecemos. Um dos sintomas é dedicamos uma indiferença olímpica aquilo que antes era importante.

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  8. Arredada da sua escrita por obrigação, deparei-me agora com a nova imagem. Sem prejuízo de eventuais incursões pela motivação, está mais leve e descontraída, mas… não combina consigo.
    Quanto à indiferença olímpica parece-me que se trata de publicidade enganosa.

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