Pacheco (1).

O que me está a interessar no livro do João Pedro George não é tanto o rol de excentricidades do Pacheco como o retrato descarnado do Portugal salazarista, corrupto até à medula, a milhas da idealização perpetuada pelos órfãos do regime ou, já agora, da demonização revolucionária. Aqui não há heróis ou vilões: aparentemente o país era uma coisa reles e viciosa, uma espécie de México ou República Dominicana a abarrotar de senhoritos, em que toda a gente roubava o que podia. Se a realidade foi esta, a propaganda recomendava-se. Nada de novo.

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5 pensamentos sobre “Pacheco (1).

  1. Vim só cá dizer uma coisa que me vai custar um bocado, mas tem de ser: tinhas razão acerca do bolo rei deste ano. A Carbonária deve ter cooptado o pasteleiro da Nacional.

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