Oh, sim, adorei todos os seis volumes do “Decline and Fall”.

Já deu por si a papaguear sobre livros em que nunca pôs a vista em cima apenas porque fazem parte de um espólio universal que não é suposto um tipo ilustre e cidadão do mundo como você desconhecer? Já, não já? É difícil passar, nem que seja três segundos, por um parolo iletrado? Então leia este post do editor Lorin Stein no blog da Paris Review.

13 pensamentos sobre “Oh, sim, adorei todos os seis volumes do “Decline and Fall”.

    1. Eu também não li – mas gostei daquela passagem em que se afirma que andar para aí a ler é só para quem não sabe.

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      1. Okay, so you read the six volumes!
        That don’t impress me much…
        Já não é possível ler tudo, a menos que se tenha uma visão muito estreita do que isso quer dizer.
        Esqueçamos saber um pouquinho de ciência, para compreender um pouquinho do mundo em que vivemos. Estatística, Economia…
        Ler toda a Literatura já se afigura impossível. Ignoramos a Filosofia?
        O tom do post, muito bem escrito, como sempre, soa muito bem.
        Convenhamos, meu caro Luís M. Jorge, que é essencialmente mais um exercício de dandismo.
        Não há resposta espirituosa que o salve…

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  1. Dos autores bifes citados pelo Luís uns posts mais abaixo não li quase nenhum. Prefiro os russos. E não concordo com as 800 páginas. Acho que o que faz Turgueniev superior a Tolstoi é alcançar a mesma profundidade de exposição, sem ter de cruzar os destinos de várias famílias da aristocracia czarista durante as invasões napoleónicas. Mas as opiniões – e os livros – são como as vaginas.

    Como em certos meios se exibem mamas siliconadas e erecções nos bícipes, a esfera intelectual nacional mostra as leituras, entre esgares da cupidez. Isso diz mais do estatuto da leitura enquanto actividade lúdica entre os portugueses, do que qualquer conclusão de um qualquer plano nacional. É um desporto exótico, que serve para circunscrever uma casta. Na Alemanha toda a gente lê – até o mais básico proletariado – mas ninguém acena com isso, como o abrir da gabardina pelo exibicionista do Campo Grande: -“Grama aqui esta potente erudição.”

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  2. Não. Se sinto vergonha de não ter lido e tenho muitos que sinto vergonha de não ter lido, tento ler. Não consigo é todos, apenas agora acho que se ler um livro mau ocupo espaço de ler um livro que “devia” ler. E na adolescencia lia tudo. Aos 13 anos tinha já lido tudo do Eça. Não li a “tragedia da rua das flores” porque acho uma infidelidade. Se ele não quis publicar…
    Por ex, em busca do tempo perdido li 4 que comprei desirmanados numa feira do livro mas não os 5 e acho que voltarei do outro mundo se antes de desaparecer não for a Florença e NY e não ler esses livros na sequencia.
    Acho que nunca os vou ler porque surgem sempre outros e outros e julgo que só emprestados por alguem.
    T.S.Eliot diz que a única sabedoria a que podemos aspirar é a sabedoria da humildade.
    Eu noto quando estão a papaguear e o meu desprezo, confesso, é imediato. Acho que é preciso alguma maturidade na vida para dizer não sei. Na minha profissão eu digo não sei.
    Eu coro de vergonha de não ter lido muitos e muitos livros…mas prefiro corar e depois ler do que isso não me importar.

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