Querias.

A invocação da independência da Madeira com que Jardim ornamentou um jantar-comício em que a dívida ascendeu de súbito a cinco mil e tal milhões de euros (coisa pouca) parece um retrato da loucura do soba, mas não é.

O presidente do Governo Regional sabe que os continentais incham de gáudio sempre que nos confronta com a imagem grata e remota de uma casca-de-noz à deriva no Atlântico. Sim, imaginamos com prazer a pandilha fraldiqueira a rumar em direcção às Canárias. Gostaríamos até que levasse com ela o Cavaco e a sua maria, a Manuela e a sua virtude, o Gama e a sua barriga, toda a tropa fandanga que algum dia elogiou no Funchal a obra feita do homem enquanto nos pregava sobriedade e contenção. Jardim sabe o que nós sabemos, por isso apela à independência.

Era só o que faltava.

A Madeira faz parte do território nacional nem que seja de grilhetas. Querem votar no Jardim? Votem. Querem roubar à descarada? Roubem. Mas daqui não saem até pagarem ao tostão. Os impostos que lá estão enterrados remuneram-se com o suor e as lágrimas dos madeirenses. Não há outra estratégia, nem há outra maneira. E é bom que isto fique claro a tempo das próximas eleições.

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