Intimações da mortalidade (1).

Os mortos alteram-nos? Sou hoje menos apegado à vida, como se vivesse num tempo pronto a extinguir-se. Trata-se de um instinto irreflectido, de um impulso físico, de um período de latência, de um distanciamento delicado, sem anestesias. Ainda tenho uma consciência aguda de mim; apenas sinto que algo desapareceu: uma noção de futuro. Ver morrer alguém é perder o futuro.

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4 pensamentos sobre “Intimações da mortalidade (1).

  1. Sexta morreu o marido de uma amiga (51 anos); este ano tb a mulher de um amigo meu (41 anos). Ver morrer tira o futuro a quem morre, a nós só nos deixa tristes não nos tira o futuro. Devia até levar-nos a vivermos mais o presente. Nestes dois casos a morte era prevista e apenas me levou a achar que não há orgulho, ofensa, sei lá que nos leve a ser estupidamente mesquinhos.

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