Nomes de prédios. Centro comercial Dolce Vita Tejo, no Casal da Perdigueira, entre a Brandoa e os Moínhos da Funcheira. Embora o nome exiba ressonâncias camonianas é mais provável que os frequentadores sejam inspirados pelas ninfas da Ribeira da Póvoa, que marulha a alguma distância. Para alcançar o Tejo, propriamente dito, o turista incauto deve percorrer Alfornelos, Venda Nova, a Damaia e a Buraca, atravessar incólume o parque florestal de Monsanto e, só então, descobrir o rio entre as amenidades da baixa de Alcântara.
Parque dos Príncipes, Telheiras: Felipe e Letízia, num T3 com vista sobre o Eixo Norte-Sul, vestem-se para jantar no Lizarran. Alberto do Mónaco pratica jogging no Alto da Faia. A baronesa Thyssen-Bornemisza põe a cadeirinha no Peugeot e leva o pequeno Martim à Dotilândia. Charles e Camilla avaliam a nova gama de produtos gourmet do Lidl enquanto Vitória da Suécia, na banheira de hidromassagem, activa o seu cartão Prestige BPI.
Terraço do Almirante, Santo António dos Cavaleiros. O velho lobo-do-mar, carregado de medalhas, perscruta o horizonte: nos dias limpos avistam-se Frielas, Unhos e Camarate. Escolheu morar ali, em vez da Quinta da Marinha, por causa da massada de caracóis que se pode apreciar na Bemposta. Todos os anos ornamenta os saraus de debutantes de São Julião do Tojal e organiza uma excursão a Ayamonte.
Outras ideias: Jardins Suspensos de Mira-Sintra; Sanssouci Golf Resort, na Radial da Pontinha; Delenda Versailles, Rinchoa; Emporio Colinas do Chiado, Fanhões. Aceitam-se propostas.