O crepúsculo das divorciadas. Durante a minha infância havia sempre uma entre os amigos dos meus pais. Chamava-se Lena, Dora, Nanda ou Manela, e era a alegria das festas. Ninguém bebia tanto ponche ou gostava tanto da Gal Costa. Para proteger a sua solidão aprendia réplicas picantes e dava-se ares de aventureira. Os homens ensaiavam com ela um marialvismo quase cortês:
– Ó Nanda, estás nua?
– Não, estou em fato de trabalho.
– Ó Lena, vais presa?
– Não, vou dormir com o chefe.
As outras mulheres riam, porque a Dora, a Lena, a Nanda ou a Manela, apesar do rimmel e das alusões brejeiras, não fazia mal a uma mosca. Mais tarde desaparecia para tratar da mãe ou para viver em paz com um senhor muito bom.
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Desculpe lá o oportunismo, mas…será que pode eliminar o meu comentário? Assim de repente acho que escrevi demais, além de ser um pouco estúpido e de estar farta de o ler (destino…mal fadado… muito bom e muito mau… ora!!)
(e este também claro! eheh)
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Qual deles?
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Pode sempre começar pelo início. Primeiro o primeiro. E segundo o segundo. Mas se preferir o inverso também não deve haver problema.
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Caramba, espere umas horas que isso é quase um part-time.
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Signore…(!)
(Bem, deixe lá… está visto que é tarefa árdua)
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Já está.
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(…o prazer inconfessável de se fazer esperar, diriam. mas eu não concordo)
Penso-me levemente agradecida.
E suavemente consolada.
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Ora essa.
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A Gal Costa é a santa padroeira das divorciadas? Já se percebe melhor aquela oração do não posso ficar nem mais um minuto com você, se eu perder esse trem, tiriritiriri, minha mãe não dorme enquanto eu não chegar. O mundo é pequeno e está cheio de sinapses.
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Elas ouviam a Gal Costa e viam a Malú Mulher. Lembo-me bem como era.
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Gosto da foto. Parece a Europa Central.
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