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Os velhos falam da morte nos cafés. Se amanhã não pagar, mande a conta para a morgue. Estranho a ausência do verniz confessional, das alusões religiosas — talvez habitem num mundo sem deuses. Descrições de humores, relatos de urgências. Queria visitá-la, mas fui tarde. Uma resistência às belas frases, às prosápias elegantes, à cultura (Broch: os poetas, intermediários do adeus). Gosto destes velhos que morrem sem bulshit.
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