O furo de Marcelo.

Pois não: um Conselheiro de Estado, rnhó nhó nhó, não podia revelar aquilo. Mas o clamor das prima donnas aborrece-me mais que a vaidade do homem. O teatrinho de António Costa em compunção, como se a Infâmia do professor deslustrasse a Pátria e as Instituições até ao Dia do Julgamento, foi um desempenho bombástico para o país escanifrado que ele ajudou a enterrar.

A indignação tacanha é o vício dos portugueses. Não há delinquente no Conselho de Ministros nem boneco hirto na Presidência que nos refreie quando uma alma singela comete indiscrições de porteira.

Marcelo revelou coisas que não sabíamos? De modo algum: mas pôs-lhe um dia e uma hora. E isto — no país das alusões ataviadas — é uma franqueza imperdoável.

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5 pensamentos sobre “O furo de Marcelo.

  1. Mas quem conhece Marcelo Rebelo de Sousa – no meu caso, apenas conheço a vertente professoral -, sabe como ele está divertido. O problema de muitos daqueles que agora estão tão indignados é sobretudo um: não lhe chegam aos calcanhares.

    (E Alegre, o pobre Alegre em quem há 5 anos votei com tanto entusiasmo, não dá uma para a caixa – até mete dó…)

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