Mais um Natal, mais um apelo lancinante para “salvarmos a Buchholz”.

As velhas carquejas da intratável livraria Buchholz planearam há anos a estratégia de marketing perfeita. Sempre que se aproxima um solstício, abrem as goelas e ameaçam desaparecer.  Agora recebi um press release em que me confiam a próxima Liquidação Total:

(…) uma oportunidade única para encontrar livros que são verdadeiras raridades, a preços imbatíveis. (…)

Sem dúvida. E uma oportunidade única para o leitor afastar teias de aranha enquanto é enxovalhado  por Helgas de napa preta e godemichet. O documento assegura-nos que os livros estarão à venda a partir de 1 €. Quanto à masmorra, é gratuita.

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11 pensamentos sobre “Mais um Natal, mais um apelo lancinante para “salvarmos a Buchholz”.

  1. É a primeira vez que leio, ou ouço, alguém que não suplica para irmos todos, em fila, ‘salvar’ a Buchholz!

    (Quanto à livraria, nunca lá fui. Mas, pelo que leio, parece quase um marco cultural da capital.)

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    1. É um marco do péssimo serviço e do analfabetismo desdenhoso, isso sim. Nunca lá fui bem tratado, nem fiz uma pergunta a que me soubessem responder. Ainda bem que vão à vida.

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  2. Era um frequentador no tempo da velha senhora que aterrorizava os clientes. Fui lá outro dia e limitei-me a olhar para os espaços vazios onde em tempo estavam os livro que me fascinaram durante a adolescencia.

    Há quatro ao cinco anos tentei encomendar pela última vez um livro numa livraria. Passados quinze dias passei por lá: o processo está a andar. Mais quinze dias: pode dar-nos o título do livro outra vez? Tivemos um problema.
    Um mês mais tarde a empregada fez má cara quando eu tive a lata de voltar a passar por lá sem repetir a encomenda.

    Aprendi a lição.

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  3. Pois, os preços…
    Sempre que ia a Paris vistava a Ofilib, uma livraria especializada em livros da minha área. Fiquei desapontado quando dei com o nariz na porta. Durou pouco a frustração. Fiz o caminho de volta ao hotel reconfortado por uma confiança renovada nas leis do mercado.
    Depois de uns anos de devoção pela Amazon, passei a consultar primeiro o BookFinder. Convem evitar os monopólios.

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