3 notas.

1. 

O Rui Tavares dedica-me umas farpas suaves no seu consultório sentimental e conclui: 

prefiro que o PS não tenha a maioria absoluta, acho que o BE tem de servir para mudar as coisas e acho que o país tem a ganhar com um governo de ambos

Concordo com a primeira parte, admito a segunda e suspendo a minha descrença perante a terceira, que não vou discutir. Mas chamo a atenção para isto: começa a faltar com urgência um discurso estruturado sobre as desvantagens das maiorias absolutas, um ensaio sobre os desvios a que conduzem no regime, uma apologia do poder negociado (não a mera separação de poderes)  — sei que o Rui tem o espaço e o talento para fazer isso, oxalá tenha a vontade.  Ele que me perdoe esta tentativa um pouco canhestra de o influenciar.  

2.

O J. M. Fernandes ficou chocado porque mencionei em tom elogioso o despeito que Marcelo Rebelo de Sousa aplicou ao computador cem por cento português do primeiro-ministro. A minha brutalidade tem desculpa: como faço campanhas desde os 23 anos, reconheço à légua uma grande operação de propaganda. Ocasionalmente, a propaganda tem benefícios práticos — parece ser o caso — mas deve ser esvaziada mal os ministros que a ornamentaram regressem ao trabalho. As virtudes do computador Magalhães serão reconhecidas, se as tiver, pelas crianças e pelos pais. Não por uma procissão de ministros ou pelo louvor seráfico da nossa imprensa. 

3.

O Pedro Correia faz uma referência amável a este blog, que agradeço muito.

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